Padrões de beleza: pesquisa revela dados inéditos

Danielle Salgado
Padrões de beleza: pesquisa revela dados inéditos

No decorrer da história da humanidade, os padrões de beleza se alternaram. Um clássico exemplo são as artes renascentistas, que mostram, por exemplo, corpos de mulheres com o quadril largo, seios grandes e ombros largos.

Nos dias atuais, porém, há uma forte valorização de corpos magros, principalmente pela mídia, que muitas das vezes são padrões difíceis de serem alcançados pelas pessoas.

Sendo assim, a indústria estética vem lucrando cada vez mais, procurada por pessoas que buscam fazer parte desse padrão de beleza idealizado pela sociedade.

Nesse sentido, para entender melhor sobre a relação das pessoas com o corpo, padrões de beleza e o impacto disso na saúde e no bem-estar delas, o Opinion Box elaborou uma pesquisa exclusiva. Confira os principais insights a seguir.

O que são padrões de beleza?

O conceito de padrões de beleza está relacionado ao conjunto de características físicas que são tidas como ideais e tornam-se modelos a serem seguidas pelas pessoas. Esses modelos variam de acordo com o período histórico, cultura e idade das pessoas.

Nesse sentido, apesar de cada ser humano ser único e ter suas características específicas, grande parte das pessoas buscam se encaixar nesse padrão.

Seja para se sentir parte de um grupo, para buscar constantemente melhorar a autoestima ou por pura pressão da sociedade (que também engloba os outros dois fatores), tentar fazer parte de um padrão de beleza muitas das vezes pode ser doentio para as pessoas.

De acordo com a pesquisa, metade dos entrevistados afirmaram que a aparência física está relacionada ou muito relacionada à felicidade deles. Isso mostra que, quando a pessoa não está satisfeita com a sua aparência, pode gerar uma grande frustração.

Os padrões de beleza ao longo da história

É interessante analisar a forma na qual os padrões de beleza foram se alternando desde os primórdios da humanidade até os dias atuais.

Na época do Egito Antigo (1292 a.C. a 1069 a.C.), por exemplo, o padrão ideal de beleza feminina consistia em mulheres com cabelos longos, rosto simétrico, corpo magro e ombros estreitos. 

Já no Renascimento Italiano (1400 d.C a 1700 d.C), como eu disse anteriormente, o padrão já era praticamente o oposto, o que foi se alternando diversas vezes depois disso.

No vídeo abaixo, produzido pelo Buzzfeed, você pode perceber de uma forma dinâmica e muito interessante essa transformação dos padrões de beleza ao longo do tempo.

A influência da mídia nos padrões de beleza

Diariamente somos bombardeados com propagandas que têm homens e mulheres pertencentes a esse padrão de beleza idealizado.

No entanto, nos últimos anos, com o aumento da discussão de pautas importantes sobre padrões de beleza, podemos ver uma preocupação maior das empresas em trazer corpos mais reais para os anúncios publicitários, no intuito de gerar uma maior identificação pelo público.

Ainda assim, vale ressaltar que essa mudança é bem pequena e ainda há muito a ser feito. 

Ao questionar os entrevistados sobre o papel da mídia e da propaganda nos padrões de beleza, os resultados foram surpreendentes.

Nesse sentido, 71% concordaram que propagandas, de forma geral, ajudam a reproduzir padrões irreais de beleza. Além disso, 68% gostariam de ver diferentes tipos de corpos em propagandas.

É importante ter em mente também que, ao perceber esse movimento de uma preocupação maior das pessoas em ver modelos reais nas propagandas, as empresas vêm fazendo essas mudanças por um interesse financeiro.

Afinal de contas, se as pessoas querem comprar em lugares em que elas se identifiquem, as empresas não vão querer perder esse público. E os dados não mentem: 50% das pessoas afirmaram que propagandas estreladas por pessoas mais parecidas com elas podem influenciá-las mais a comprar algo.

Procedimentos estéticos e maquiagens

O Brasil é um grande consumidor do mercado de beleza e estética. Sabemos que muitas pessoas recorrem a procedimentos estéticos para se sentirem melhores com seus corpos e aparências. E, claro, na maioria das vezes, o objetivo final é que elas encaixem no padrão de beleza.

Nesse sentido, 41% dos entrevistados afirmaram que fariam ou têm vontade de fazer um procedimento estético. Ainda assim, 65% têm medo dos riscos de uma cirurgia plástica ou procedimento estético.

Além disso, de acordo com uma pesquisa realizada pela ISAPS, Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, organização que compila dados de cirurgiões de 110 nações, 13,1% de todas as cirurgias plásticas realizadas no ano de 2019 foram no Brasil.

O país liderou o ranking por dois anos seguidos, com mais de 11,3 milhões de procedimentos realizados. 

Com relação ao uso de maquiagem, 77% das mulheres entrevistadas na nossa pesquisa têm o hábito de se maquiar. Entre elas, 68% fazem isso para se sentirem mais bonitas e 43%, para mudar o visual.

As consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Como eu disse, ao buscar por um padrão de beleza difícil ou praticamente impossível de ser alcançado, as pessoas podem se sentir frustradas.

Isso porque, ao não se sentir pertencente a um grupo tido como o “certo”, a autoestima das pessoas acaba sendo diretamente afetada.

Muitas das vezes, ao não se sentirem confortáveis com seus corpos, as pessoas podem até mesmo deixar de vestir certos tipos de roupas. Nesse sentido, 68% dos entrevistados já passaram por esse tipo de situação.

Além disso, 51% já se sentiram intimidados por não fazerem parte do padrão de beleza mais aceito e 48% já se sentiram rejeitados por alguém por causa de suas aparências físicas.

Isso tudo mostra que não pertencer a um padrão aceito pela sociedade ou tentar fazer parte desse padrão pode trazer sérias consequências psicológicas para as pessoas. E os dados comprovam isso: 41% já tiveram problemas com a saúde mental causados pela aparência e auto estima.

Beleza, Saúde e Bem-estar: sobre a pesquisa

Por fim, a coleta da pesquisa foi realizada pelo Opinion Box foi realizada em janeiro de 2022. Para isso, foram entrevistadas 2.147 pessoas em todo o Brasil que fazem parte do nosso Painel de Consumidores.

Caso você queira saber mais, baixe aqui o Infográfico Beleza, Saúde e Bem-estar.

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