Saúde mental nas empresas: pesquisa sobre os cuidados com o psicológico do trabalhador brasileiro

Saúde mental nas empresas: pesquisa sobre os cuidados com o psicológico do trabalhador brasileiro

Estamos vivendo uma crise mundial sem precedentes. Ainda é difícil saber quais serão todos os impactos negativos e positivos deixados pela pandemia, mas já sabemos de três grandes áreas que serão profundamente prejudicadas: a saúde, a economia e a saúde mental.

Essas três estão conectadas, e os impactos na saúde mental são consequência direta daqueles na saúde do corpo – a saúde física – e também dos impactos econômicos. Milhões de pessoas já perderam o emprego, estão com medo de perdê-lo ou já registram perdas financeiras muito
significativas. Outras tantas ficaram doentes ou perderam entes queridos por causa do novo coronavírus.

E há ainda aquelas que estão sofrendo com o isolamento, com o afastamento de tarefas que lhe dão prazer e com o acúmulo
de funções que a pandemia impôs. Para entender melhor os impactos da pandemia na saúde mental nas empresas, o Opinion Box e a Vittude se juntaram para fazer uma ampla pesquisa sobre o tema da saúde mantel nas empresas, com mais de dois mil profissionais de todo o país. Confira agora os destaques!

Impacto da pandemia na saúde mental

Seja como for, a pandemia deixou marcas em muitas pessoas. Metade dos entrevistados afirmam que a situação impactou negativa ou muito negativamente a sua saúde mental e muitos tiveram experiências e sensações negativas neste período.

41% tiveram um medo muito intenso de que alguém próximo ficasse doente ou morresse e 29% sentiram um forte medo de que eles mesmos contraíssem o vírus ou falecessem. Um terço teve insônia, e também um terço passou por crises de ansiedade. Um em cada quatro passou por momentos de tristeza profunda e também um quarto se viu procrastinando tarefas importantes.

Outras situações, como descontar a raiva em pessoas que não mereciam, perder a esperança, sentir um medo profundo sem motivo aparente e até sensações de pânico foram vivenciadas por pelo menos um em cada dez entrevistados.

Saúde mental nas empresas: pesquisa sobre os cuidados com o psicológico do trabalhador brasileiro

O isolamento impôs diversas mudanças na rotina das pessoas que acabaram prejudicando a saúde mental.

48% deixaram de fazer aquilo que lhes dava prazer, como atividades físicas ou de lazer. 33% se sentiram sobrecarregados com o acúmulo de funções e 24% tiveram dificuldade de manter a rotina da casa funcionando.

Mesmo as situações mais difíceis que passamos nos oferecem aprendizados. Ainda que 32% estejam tendo mais dificuldades em equilibrar a vida profissional e pessoal, 65% passaram a valorizar mais o tempo em família e 59% estão repensando algumas escolhas de vida que foram feitas no passado.

Saúde mental nas empresas: impacto da pandemia no trabalho

Para entender os dados de saúde mental nas empresas e o impacto no trabalho, é impotante lembrar que cada um lida sob pressão de uma forma diferente. Em momentos de crise, tem aqueles que se jogam no trabalho para ocupar a cabeça, mas também tem aqueles que travam e perdem completamente a motivação.

Nosso objetivo era justamente entender realidades distintas para traçar um diagnóstico dos profissionais de uma forma geral. E as histórias já começam a ser diferentes quando olhamos o regime de trabalho durante a pandemia: 32% trabalharam presencial durante todo o tempo e 24% estão em home office desde o começo da pandemia.

13% chegaram a ficar um tempo sem trabalhar mas já voltaram e 12% já trabalhavam em casa. Por fim, 19% estavam em home office mas já voltaram a trabalhar presencialmente, sendo que 12% estão trabalhando totalmente no presencial e 7% estão no modelo híbrido, ou seja, alguns dias em casa e alguns dias no local de trabalho.

Ao avaliar os impactos do momento atual em diferentes aspectos do trabalho vemos cenários bem distintos. Enquanto 29% sentem que a produtividade piorou ou piorou muito, 26% sentem que ela melhorou ou melhorou muito.

32% sentem que a concentração e o foco pioraram e 22% sentem que perderam a criatividade. Mas 25% viram o foco e a concentração melhorarem e 29% se sentiram mais criativos. 19% acham que a relação com os colegas piorou e outros 19% sentem que melhorou, ao mesmo tempo que 29% sentem que a qualidade do trabalho piorou e 25% acham que melhorou.

Atuação das empresas

Independentemente da situação, se o time de colaboradores não der conta, o negócio como um todo será impactado.
Por isso a atenção e o cuidado são tão importantes. 47% dos profissionais sentem que sua empresa está preocupada ou muito preocupada com a saúde mental dos trabalhadores.

Mas 25% sentem que a empresa não está preocupada. Entre os principais procedimentos adotados, estão informativos trazendo cuidados com a saúde mental, que foram adotados por 23% das empresas dos entrevistados.

18% disponibilizaram equipe psicológica ou de saúde e 17% estão realizando encontros presenciais ou virtuais com este tema. Preocupa saber, no entanto, que 47% das empresas não adotaram nenhum procedimento.

Sobre a pesquisa de saúde mental nas empresas

Por fim, para a realização da pesquisa sobre saúde mental nas empresas durante a pandemia, entrevistamos 2.007 profissionais de todo o Brasil. As entrevistas foram coletadas entre os dias 14 e 19 de outubro e você pode conferir a pesquisa na íntegra aqui.

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AUTOR

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.