Consumer Trends 2026: confira 8 tendências que já impactam o mercado

Beatriz Gonçalves
Consumer Trends 2026: confira 8 tendências que já impactam o mercado

Falar sobre tendências de consumo sem dados é arriscado. Em um cenário marcado por mudanças rápidas e decisões cada vez mais complexas, entender o comportamento do consumidor a partir de informações concretas é essencial para reduzir incertezas e ganhar vantagem competitiva.

Pensando nisso, vamos explorar o Relatório Consumer Trends 2026 que tem justamente esse objetivo: reunir dados de pesquisas realizadas com consumidores de todo o Brasil para identificar padrões, mudanças de comportamento e tendências que vão impactar estratégias de marketing, produto, preço e experiência em 2026. 

Continue a leitura para conhecer hábitos, perspectivas e ideias dos consumidores brasileiros para este ano.

1. A experiência do consumidor como diferencial estratégico

A experiência do consumidor se tornou um dos principais fatores de diferenciação entre marcas. Marcas que mantêm processos complexos, atendimentos lentos ou comunicações pouco claras acabam indo na contramão dessas expectativas. Não por acaso, de acordo com o CX Trends 2025, 62% dos consumidores já desistiram de comprar de uma empresa após uma experiência negativa.

Por outro lado, investir em experiências positivas gera valor real para o negócio. 59% dos consumidores preferem escolher marcas que oferecem uma boa experiência, mesmo que precisem pagar mais, o que reforça o papel estratégico da experiência na construção de preferência e lealdade.

Para 2026, olhar para a experiência do consumidor como estratégia significa reconhecer que ela pode ser o principal elo entre marcas e pessoas, com impacto direto nos resultados de longo prazo.

2. O pós-compra como ponto decisivo da fidelização 

Com os consumidores mais atentos e exigentes, qualquer falha após a compra pode gerar frustração e comprometer a chance de recompra. Os dados da pesquisa Arrependimento de Compra mostram a dimensão desse desafio: 75% das pessoas já se arrependeram de uma compra, e 77% afirmam que já deixaram de comprar novamente por medo de sentir esse arrependimento.

Ao mesmo tempo, o pós-compra representa uma grande oportunidade para as marcas. Não à toa, 56% dos consumidores esperam melhores condições de troca e devolução quando algo dá errado, o que reforça a importância de políticas transparentes e suporte realmente resolutivo.

Fato é: marcas que dominam a etapa de pós-compra demonstram compromisso com o cliente, e é esse compromisso que define quem constrói relações duradouras e quem é esquecido pelos consumidores. 

3. Pagamentos ágeis, bancos digitais e o novo padrão do mercado

A digitalização dos meios de pagamento e o avanço dos bancos digitais se consolidaram como o novo padrão do mercado, redefinindo expectativas em torno de conveniência, rapidez e autonomia.

Carteiras digitais, pagamentos por aproximação e transações via aplicativos ganharam espaço ao integrar, de forma simples e instantânea, o mundo físico e o digital. Esse movimento se reflete no comportamento do consumidor: 86% afirmam que o celular já funciona como uma carteira digital, de acordo com a pesquisa Meios de Pagamento

Paralelamente, os bancos digitais ampliaram sua relevância ao oferecer experiências mais simples, intuitivas e menos burocráticas. Esse impacto é claro: 66% dos consumidores afirmam que essas instituições mudaram a forma como usam o dinheiro.

Para 2026, rapidez, usabilidade e integração são requisitos. E entender esse novo padrão é essencial para marcas que desejam oferecer experiências financeiras alinhadas às expectativas do consumidor atual.

4. O avanço acelerado da Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a fazer parte da rotina de pessoas e empresas em uma velocidade sem precedentes.

Hoje, ela organiza rotinas, filtra informações, sugere conteúdos, cria textos e imagens, realiza traduções e apoia decisões. No ambiente de trabalho, seu impacto é ainda mais evidente: a IA já auxilia desde tarefas operacionais até análises complexas, suporte criativo e atendimento ao cliente. Não por acaso, de acordo com o Relatório Inteligência Artificial, 53% dos profissionais afirmam já utilizar alguma solução de Inteligência Artificial em suas empresas.

Ao mesmo tempo, surgem preocupações e desafios: 67% concordam que profissionais que não aprenderem a usar IA podem ficar em desvantagem no mercado de trabalho, enquanto 47% afirmam ter receio sobre os rumos dessa tecnologia.

Diante disso, o avanço da Inteligência Artificial reforça um ponto central: mais do que adotar ferramentas, será essencial aprender a usá-las de forma estratégica, ética e alinhada às necessidades reais das pessoas e dos negócios.

5. Redes sociais além do entretenimento: influência, consumo e comunidade

Mais do que espaços de entretenimento, as redes sociais passaram a ocupar um papel central na jornada de compra e na relação entre pessoas e marcas. Hoje, conteúdo e consumo caminham juntos, impulsionados pelo social commerce, pelos vídeos curtos, pelos influenciadores e pelas interações entre usuários.

A confiança nas recomendações sociais ganhou ainda mais relevância e isso é evidente nos dados das pesquisas de redes sociais: 56% dos consumidores procuram avaliações no YouTube quando estão em dúvida sobre uma compra, o que reforça o papel da comunidade na tomada de decisão.

As plataformas também se consolidaram como canais estratégicos de relacionamento e construção de marca. O Instagram, por exemplo, já influencia diretamente o consumo: 72% das pessoas afirmam ter comprado produtos ou contratado serviços que descobriram na plataforma

Mais do que nunca, as redes são um ambiente onde influência, consumo e comunidade coexistem. Marcas que entendem essa dinâmica  e constroem relações autênticas ganham espaço em um ambiente onde a atenção é cada vez mais disputada.

6. Entre a pressão estética e a busca por autenticidade

A busca por autenticidade convive, hoje, com padrões de beleza que continuam sendo reforçados diariamente. De um lado, filtros, tendências e padrões cada vez mais rígidos continuam alimentando uma pressão estética intensa. Esse cenário é reforçado pela própria comunicação de marcas: 63% das pessoas concordam que as propagandas ajudam a reproduzir padrões irreais de beleza, de acordo com o Relatório Padrões de Beleza

Ao mesmo tempo, cresce uma busca por discursos e representações mais honestas. A beleza passa a ser entendida não como perfeição, mas como expressão de identidade, abrindo espaço para conversas mais reais sobre corpo, autoestima e limites. Essa mudança ainda é gradual, mas já se reflete na percepção do público: 50% concordam que a sociedade tem aceitado tipos de beleza diferentes nos últimos tempos.

Para as marcas, o desafio está em equilibrar essas forças. Consumidores percebem quando há incoerência entre discurso e prática, e a autenticidade se torna um fator decisivo na construção de confiança.

7. Movimento como estilo de vida

A relação das pessoas com a atividade física tem mudado. O exercício deixou de ser visto apenas como obrigação e passou a fazer parte de um estilo de vida mais conectado ao bem-estar.

O foco está menos na rigidez e mais na adaptação ao dia a dia. Não por acaso, de acordo com o Relatório Corpo em Movimento, 87% das pessoas afirmam que os dias em que se exercitam são dias melhores, reforçando a conexão entre atividade física e qualidade de vida.

O bem-estar emocional também se tornou um fator central. Exercitar-se é cada vez mais associado à redução do estresse, à melhora do humor e ao cuidado com a saúde mental. Isso se reflete nas motivações: 72% apontam a melhora da saúde como principal razão para se exercitar.

Esse movimento abre espaço para novas oportunidades de mercado. Marcas, serviços e até cidades passam a se conectar a um estilo de vida mais ativo, criando experiências que dialogam com essa busca por equilíbrio.

8. O verão como estação-chave para lazer, viagens e consumo

O verão está associado a mudanças de rotina, maior busca por lazer, atividades ao ar livre e vontade de viajar, criando um cenário favorável para consumo e experimentação.

As viagens ganham protagonismo nesse período, impulsionadas por férias, clima favorável e desejo de descanso. Não à toa, de acordo com a pesquisa sobre Verão, 69% das pessoas preferem tirar férias no verão, o que reforça o papel da estação como um momento de planejamento, deslocamento e investimento em experiências.

O consumo também se adapta ao clima. Roupas leves, produtos de cuidados pessoais, itens de praia, gastronomia e eventos ao ar livre passam a ocupar o centro das decisões. A comunicação sazonal influencia esse comportamento: 56% afirmam que propagandas de verão despertam mais vontade de comprar, e 39% dizem preferir fazer compras nessa estação em relação às demais.

Para marcas e empresas, o verão vai além do calendário. Entender esse comportamento mais ativo, explorador e aberto a novidades é essencial para criar ofertas, campanhas e experiências alinhadas a um consumidor mais engajado e disposto a consumir.

Por fim, se você gostou dos dados e quer se aprofundar ainda mais em cada uma das tendências, não deixe de conferir o Relatório Consumer Trends. Baixe agora mesmo gratuitamente!

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