Tomada de decisão: como tomar decisões melhores e mais seguras na empresa?

Graziela Casagrande
Tomada de decisão: como tomar decisões melhores e mais seguras na empresa?

Tomar decisões faz parte da rotina de qualquer pessoa, e, seja nas escolhas pessoais ou profissionais, ninguém quer errar. Nas empresas, uma decisão mal fundamentada pode levar até ao desperdício de recursos e perda de oportunidades, por isso a importância de saber tomar decisões.

Hoje, confiar no palpite ficou muito arriscado e não existe mais margem de erro para decisões feitas no escuro. Em ambientes cada vez mais competitivos, tomar decisões rápidas e assertivas acaba sendo a diferença entre empresas de sucesso das que enfrentam dificuldades. 

É impossível ter 100% de certeza que uma decisão vai dar certo, mas quando olhamos para os sinais certos, o peso de bater o martelo em um caminho fica muito mais leve. Nesse artigo, você vai conferir algumas dicas de como tomar decisões mais estratégicas para o seu negócio! Continue a leitura!

O processo de tomada de decisão

A habilidade de tomar decisões informadas acaba se tornando um verdadeiro diferencial estratégico para as empresas. Mas para saber qual a melhor forma de determinar uma decisão, é preciso entender os mecanismos por trás desse processo.

No mundo dos negócios, o processo de tomada de decisão vai muito além de escolher entre “sim” ou “não”, e envolve a análise de informações e dados, consideração de diversos fatores e avaliação das consequências de cada escolha.

Decidir bem envolve um equilíbrio: claro que a experiência conta, mas ela precisa estar acompanhada de embasamento que dê segurança para o próximo passo.

No final, o processo de tomada de decisão não é só sobre escolher entre opções, e sim ter a clareza de que por trás de cada escolha, a decisão seja bem fundamentada. Mesmo que em muitas das vezes a gente tome decisões rapidamente, é importante lembrar que esse processo ajuda a aumentar a assertividade nas escolhas.

As etapas do processo de tomada de decisão​

Tomar decisões é algo que fazemos o tempo todo, mas quando se trata de negócios, é importante seguir um processo para garantir que estamos fazendo as escolhas mais acertadas. Vamos ver a seguir as principais etapas do processo de tomada de decisão de forma bem prática:

Identificação do problema ou oportunidade

Sem saber exatamente o que está em jogo, fica difícil tomar uma decisão boa, então o primeiro passo é sempre entender o que está acontecendo. Qual é o problema que precisa ser resolvido? Ou, se for o caso, qual é a oportunidade que surgiu e como ela pode ser aproveitada?

Definir bem o problema é metade da solução, porque evita que você gaste tempo e recursos tentando consertar algo que, no fim das contas, não era o que estava travando o crescimento do negócio. Então, essa etapa é fundamental para garantir que você esteja focado na coisa certa desde o início.

Aqui o erro mais comum é confundir o sintoma com a causa raiz, então separe um tempo para identificar a situação, quais são as dores a serem resolvidas e como isso está afetando a empresa. 

Coleta de informações e dados

Depois de saber o que precisa resolver, é hora de coletar as informações necessárias para tomar a melhor decisão. Isso envolve pesquisar dados, consultar relatórios, ouvir a opinião de especialistas ou até de consumidores.

Nesta fase, você deve ser um eterno curioso. Busque os números internos da empresa, olhe para os relatórios financeiros, entenda o comportamento do seu consumidor e olhe para fora.

Quanto mais dados relevantes você tiver, mais fácil será avaliar as alternativas e tomar uma decisão mais assertiva. Por isso tantas pessoas recorrem a pesquisas de mercado nessa parte: elas oferecem insights valiosos sobre o comportamento do consumidor e o que está acontecendo no mercado.

No site do Opinion Box, disponibilizamos semanalmente materiais gratuitos que podem te ajudar exatamente nesse ponto: relatórios, estudos e até ebooks focados no comportamento dos consumidores e nas tendências do mercado. É só acessar a área de materiais no nosso site e baixar o conteúdo que você precisa!

Avaliação de soluções/alternativas

Agora que você tem todas as informações necessárias, é hora de começar a pensar nas opções disponíveis. O segredo não é acumular um grande volume de dados ou planilhas, mas filtrar o que realmente importa para tomar sua decisão.

Nesse momento, é bom ser criativo e pensar em várias alternativas. Pode ser que você tenha uma ideia inicial, mas o ideal é explorar várias soluções antes de tomar uma decisão final. E lembre-se de analisar o que pode dar certo e o que pode dar errado em cada alternativa.

Além de analisar todos os impactos dessa questão, também é fundamental saber o que já vem sendo feito internamente para solucionar isso. Isso é muito importante para não repetir caminhos que já tenham sido feitos e não tenham sido bem sucedidos.

O momento da decisão

Chegou a hora de escolher o melhor caminho. Às vezes, pode ser difícil decidir, porque cada opção pode ter seus próprios benefícios. Mas aqui é importante confiar nas informações que você coletou e nas alternativas que você pensou. 

Para escolher bem, você precisa de critérios: qual dessas opções cabe no orçamento? Qual delas traz resultados mais rápidos? Qual é a mais sustentável a longo prazo?

Nesta fase, você usa a razão para analisar os dados, mas também usa a visão estratégica para entender qual caminho está mais alinhado com o propósito da empresa. Escolher não significa ter certeza absoluta de que tudo vai ser perfeito, mas sim ter a segurança de que aquela é a melhor decisão possível com as cartas que você tem na mão hoje.

Implementação da escolha

Uma decisão excelente que fica só no papel não vale muita coisa, mas uma decisão boa só vai trazer resultados se for bem implementada.

Nessa etapa, defina cronogramas, delegue responsabilidades e, acima de tudo, esteja presente para tirar dúvidas e ajustar o que for preciso. Decidir é o começo; fazer acontecer é o que traz o sucesso.

Muitas vezes, a implementação é a parte mais desafiadora, porque é onde as coisas realmente acontecem. Então, é preciso garantir que todos saibam o que fazer e que os recursos necessários estejam disponíveis para a execução. 

Avaliação de resultados

O processo de decisão não termina quando você começa a agir, ele termina quando você analisa o que aconteceu. Avaliar os resultados é o que traz maturidade para o seu negócio. 

Se os resultados ficaram abaixo do esperado, os dados vão te mostrar onde foi que o plano falhou. E mesmo que tudo tenha dado certo, sempre há algo a aprender.

A avaliação é essencial para melhorar as decisões futuras e ajustar as estratégias se necessário. Afinal, toda decisão é uma oportunidade de aprendizado, e cada vez que avaliamos os resultados, ficamos preparados para o próximo desafio, tomando decisões cada vez mais inteligentes.

Quais são os tipos de tomada de decisão?

Existem diferentes formas de tomar decisões, e o tipo de abordagem adotada pode variar dependendo da situação, da urgência da decisão e dos envolvidos no processo. Vamos explorar os principais tipos de tomada de decisão:

Tomada de decisão racional

A decisão racional é quando a gente toma uma escolha com base em dados concretos e análises detalhadas. Ele é super útil quando temos tempo para refletir sobre as alternativas e quando os dados são acessíveis. 

É o tipo ideal para decisões de alto impacto, como investimentos financeiros, mudanças na estrutura da empresa ou definição de metas anuais. É um processo mais lento, mas que oferece uma segurança muito maior porque você consegue justificar cada passo com evidências.

Tomada de decisão intuitiva

Apesar de o mundo corporativo valorizar muito os dados, a intuição ainda tem o seu lugar. Aqui, você confia no seu “feeling” e em padrões que já reconheceu ao longo do tempo.

Esse tipo de decisão é muito comum entre líderes ou profissionais experientes, que têm uma boa noção de como as coisas funcionam e conseguem tomar decisões rápidas, principalmente em momentos de pressão ou incerteza.

A intuição é muito útil quando o tempo é curto ou quando os dados são insuficientes. Mas cuidado: confiar apenas nela em grandes decisões é um risco que pode custar caro se não houver validação depois.

Tomada de decisão colaborativa (ou participativa)

Como o próprio nome diz, ao invés de uma única pessoa tomar a decisão, você reúne as opiniões e ideias de diferentes pessoas ou equipes.

A colaboração tende a gerar soluções mais criativas e bem-pensadas, já que muitas mentes diferentes estão envolvidas. É um bom caminho para decisões que afetam várias áreas ou equipes da empresa, como mudanças de estratégia ou novos projetos.

Um outro benefício é que quando as pessoas participam da escolha, elas se sentem “donas” daquela ideia e se esforçam muito mais na hora de implementar.

Tomada de decisão gradual

Às vezes, o cenário é tão incerto que decidir tudo de uma vez é perigoso demais. É aí que entra a decisão gradual. Em vez de decidir tudo de uma vez, você vai fazendo ajustes à medida que a situação se desenrola. 

Pode ser uma boa escolha em projetos de longo prazo ou quando há muitos fatores imprevisíveis, porque você consegue ir corrigindo o curso ao longo do caminho, evitando grandes erros.

A tomada de decisões na prática

Saindo um pouco da teoria, a tomada de decisão é um processo muito mais dinâmico e fluido do que parece nas teorias. No dia a dia de uma empresa, as decisões precisam ser rápidas e bem fundamentadas.

Quando colocamos a tomada de decisão em prática, o primeiro ponto a considerar é o tempo disponível. Em alguns casos, a decisão precisa ser tomada rapidamente. Esse é um cenário bem comum em empresas que operam em ambientes altamente competitivos, onde a velocidade é crucial.

Outro fator importante é a colaboração. Raramente uma decisão, por mais estratégica que seja, é tomada de forma isolada. Em empresas maiores, especialmente, decisões cruciais envolvem vários departamentos e até diferentes níveis hierárquicos. No entanto, é preciso saber equilibrar a colaboração para não tornar o processo decisório demorado demais.

Com o tempo e a experiência, os líderes e equipes desenvolvem uma intuição mais aguçada para saber qual abordagem adotar em cada situação. A longo prazo, é muito bom que os gestores tenham um bom instinto, para que possam agir rapidamente em situações de crise. Mas um gestor que decide algo apenas com base no instinto pode acabar com a sua empresa.

É preciso ter dados e informações que o ajudem a analisar o cenário, prever os impactos e medir os pontos positivos e negativos, para que então seja possível decidir com a razão.

Tomada de decisão baseada em dados​

Ao longo deste artigo, vimos que decidir não é um evento isolado, mas um processo que exige método e clareza. Mas para que uma decisão seja verdadeiramente estratégica, ela precisa de uma validação externa.

Em um mundo em que o mercado está em constante mudança, os dados se tornaram uma grande base para tomar decisões mais inteligentes. E aqui, quando falamos de dados, não estamos falando de números ou relatórios financeiros internos, mas de informações que vêm de fora da empresa.

As decisões tomadas com base em dados têm muito mais chances de serem eficazes, pois elas respondem diretamente às necessidades reais do mercado, e não às ideias ou intuições do momento. Quanto mais você entende sobre esses fatores externos, mais assertiva será sua decisão.

É nesse ponto que o olhar se volta naturalmente para o mercado. Afinal, por que tentar adivinhar o que o seu público pensa se você pode simplesmente perguntar a ele? A pesquisa de mercado entra aqui como uma ferramenta que traduz comportamento do consumidor, as tendências do setor e as expectativas do mercado em informações claras.

Se você deseja tomar decisões ainda mais embasadas, nosso time está pronto para ajudar você a coletar dados valiosos sobre seu público e o mercado! Converse com um dos nossos especialistas para começar seu projeto de pesquisa de mercado ainda hoje.

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