Tendências de comportamento do consumidor: o que vem por aí?

Pedro D'Angelo
Tendências de comportamento do consumidor: o que vem por aí?

Final de ano é sempre uma boa época para olhar para trás. Dessa vez, porém, escolhemos fazer diferente e encarar o futuro. 2020 vem aí e o time de especialistas do Opinion Box se reuniu para identificar, a partir de dados, fatos e insights, as principais tendências de comportamento do consumidor do próximo ano.

Confira a seguir um resumo do que vem por aí, com algumas das principais tendências que mapeamos. No final do post, você ainda pode acessar o relatório completo e gratuito – é só clicar no banner e ler na íntegra.

Tendências de comportamento do consumidor para ficar de olho

Privacidade dos dados

2020 é o ano em que a Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD) entrará em vigor. O assunto já teve grande destaque em 2019, mas de fato deve dominar a pauta no ano seguinte, já que não será mais possível postergar ou ignorar o tema.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regulamenta o tratamento destes dados pessoais por empresas com o objetivo de garantir a privacidade e a liberdade do usuário.

Esta adaptação inclui desde a revisão em termos de uso e em outras informações nos sites, para deixar mais claro quais dados estão sendo armazenados e com quais finalidades, até melhorias na segurança do armazenamento dos dados.

Se a sua empresa armazena de alguma forma dados dos seus clientes ou consumidores, e ainda não está atenta à LGPD, muito cuidado. As empresas têm até agosto de 2020 para se adaptarem às exigências e condições previstas em lei e, dependendo da forma como esses dados são coletados e armazenados, podem ser necessárias muitas e muitas adaptações.

Economia compartilhada

Se há alguns anos alguém te dissesse que seria comum as pessoas se hospedarem na casa de estranhos ou entrarem em carros de completos desconhecidos para se deslocar de um ponto ao outro, você provavelmente iria rir.

Serviços como o AirBnb e Uber, que conectam quem tem uma demanda com quem tem uma oferta, já não causam mais estranhamento. A chegada das bicicletas e patinetes compartilhados mudaram a cara de muitas cidades brasileiras e de fato estão caindo no gosto do usuário.

É fácil entender porque esse comportamento vem se tornando uma tendência. Antes de mais nada, a crise financeira e as altas taxas de desemprego no Brasil e em outras partes do mundo estimulam a busca por trabalhos informais ou por formas de complementar a renda – como sublocar quartos ou dirigir para aplicativos.

Já existem serviços, ainda, de cozinhas compartilhadas para quem quer ser chef por um dia, de contadores para quem quer abrir uma nova empresa e até de compartilhamento de goleiro, guarda-chuva e outras coisas bem pontuais.

Vínculo emocional com o consumidor

As marcas estão cada vez mais preocupadas com o que os consumidores pensam sobre elas. A demanda por pesquisas de mercado para entender a satisfação, o NPS e a imagem de uma marca está em alta.

Isso porque os consumidores assumiram um papel central na jornada de compra. Com isso, as empresas precisam investir cada vez mais em estratégias Customer Centric, ou seja, centradas no consumidor.

Mas o que as empresas estão descobrindo é que apenas oferecer serviço, produto e atendimento de qualidade não é suficiente. Para ter sucesso real, as empresas precisam criar vínculos emocionais com os consumidores.

Para ajudar as empresas a medir o vínculo emocional do consumidor com uma marca, nós criamos o CEV, ou Customer Emotional Value. Ele é medido a partir de uma pesquisa de mercado simples, com apenas 5 perguntas que avaliam quais emoções mais identificam a relação que os clientes têm com uma marca.

Tendências de comportamento do consumidor: o que vem por aí?

Produtos artesanais em alta

Em um mundo cada vez mais padronizado e automatizado, feiras de produtores locais, cervejas artesanais, peças de decoração únicas feitas à mão e outros produtos de manufatura são cada vez mais apreciados e valorizados.

Essa tendência vem sendo facilitada e mediada por uma série de fatores. O principal deles talvez seja o Instagram, que permite que pequenos artesãos e produtores possam divulgar seus produtos e serviços. Ou seja, a rede social funciona muito bem como um canal de marketing – e pode ser utilizada por todos.

Outro ponto que estimula a busca por produtos artesanais é que eles são um contraponto aos produtos ultraprocessados, pasteurizados e padronizados que a indústria em geral costuma oferecer.

Não é só na indústria alimentícia que isso ocorre. Quem nunca comprou uma roupa em uma grande loja de departamentos e chegou em uma festa e encontrou alguém com a mesma estampa?

Esta tendência dos produtos artesanais tende a aumentar nos próximos anos e vai ser impulsionada também pelo uso de materiais sustentáveis, orgânicos e renováveis. A vantagem é que tanto as pequenas marcas quanto as grandes podem se beneficiar deste comportamento.

Conscientização da escassez

As preocupações com o meio ambiente e a escassez dos recursos naturais se tornam cada vez maiores, já que as consequências do desgaste ambiental estão sendo mais visíveis e frequentes. E isto se torna, sim, uma das tendências de comportamento do consumidor.

É cada vez mais comum vermos marcas serem cobradas publicamente por atitudes mais sustentáveis. Esse é um movimento sem volta e que vai crescer ainda mais, à medida que os efeitos das mudanças climáticas forem sendo cada vez mais sentidos. Uma pesquisa que realizamos sobre sustentabilidade, mostra que 55% dos consumidores dão preferência a empresas conhecidas por cuidar do meio ambiente, e esse número deve crescer cada vez mais nos próximos anos.

A era de ouro dos podcasts

O Brasil está vivendo um boom de podcasts. Ainda que o formato não seja novo, ele demorou a se popularizar por aqui. Dá para entender por quê. A onda de podcasts ganhou força nos Estados Unidos juntamente com os iPods e os iPhones. Por aqui, poucas pessoas possuíam esses dispositivos, considerados artigos de luxo, e a produção de conteúdo em português também era baixa.

Porém, com o surgimento de smartphones mais baratos, a melhoria na qualidade da conexão móvel e o crescimento de plataformas de streaming, como Spotify e Deezer, o cenário se transformou.

De acordo com Javier Piñol, diretor do Spotify Studios na América Latina, a empresa estima que nos próximos anos, 20% de todo o consumo de áudio na plataforma será conteúdo não musical.

Não é coincidência que, em fevereiro deste ano, a empresa desembolsou em torno de 230 milhões de dólares na compra da Gimlet, empresa especializada em podcasts. Este ano, a empresa também realizou o primeiro Spotify for Podcasters Summit Brasil, com o intuito de discutir o futuro do formato no país.

As seis tendências de comportamento do consumidor acima são só algumas do total que listamos e compilamos em um material especial. Para acessar o relatório completo, é só clicar no banner abaixo e ler tudo na íntegra. É só clicar e conferir – sem preencher nenhum formulário, ok?

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Pedro D'Angelo

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.