Redes sociais no Brasil: confira os dados e hábitos dos usuários

Beatriz Gonçalves
Redes sociais no Brasil: confira os dados e hábitos dos usuários

Quantas vezes você abre uma rede social ao longo do dia? Entre uma conversa no WhatsApp, um vídeo no TikTok, uma publicação no Instagram e uma busca por informação no YouTube, as redes sociais estão presentes em diferentes momentos da rotina dos brasileiros.

E não é só a frequência de acesso que chama atenção. A forma como as pessoas usam essas plataformas também diz muito sobre seus interesses, hábitos de consumo e relação com marcas. Seguir empresas, descobrir produtos, acompanhar influenciadores, compartilhar conteúdos e até tomar decisões de compra são comportamentos que fazem parte desse cenário.

Mas o que os dados mostram sobre tudo isso? Quais redes sociais estão mais presentes na vida dos brasileiros e o que eles fazem quando estão por lá?

Neste artigo, reunimos dados e insights de pesquisas do Opinion Box para mostrar:

Como os brasileiros usam as redes sociais?

Cada rede social ocupa um espaço diferente na rotina dos brasileiros. A forma de consumir conteúdo, interagir com outras pessoas e passar o tempo varia de acordo com a plataforma e os dados das pesquisas do Opinion Box ajudam a entender essas diferenças. Enquanto algumas redes fazem parte do acesso constante ao longo do dia, outras ganham destaque em momentos específicos ou para atividades como entretenimento, comunicação e aprendizado. 

No Instagram, acompanhar pessoas e compartilhar momentos faz parte da rotina. De acordo com a pesquisa do Opinion Box sobre o Instagram, 60% dos usuários afirmam utilizar a plataforma para acompanhar e curtir fotos e vídeos de amigos, enquanto 53% entram para assistir aos Stories de quem seguem e 48% utilizam a rede para publicar seus próprios Stories. A frequência de acesso também é alta: 53% afirmam abrir o aplicativo várias vezes ao dia e 18% dizem deixá-lo aberto durante todo o dia

No TikTok, o entretenimento ganha ainda mais espaço. Segundo a pesquisa TikTok no Brasil do Opinion Box, 67% dos usuários dizem utilizar a plataforma para se divertir, enquanto 58% acessam para se distrair. Assim como no Instagram, o aplicativo faz parte da rotina: 41% afirmam abri-lo várias vezes ao dia e 16% dizem deixá-lo aberto durante todo o dia.

Já o YouTube reúne entretenimento e aprendizado. Na pesquisa YouTube no Brasil, 50% dizem que a motivação para assistir um vídeo no YouTube é aprender coisas novas. O período noturno também concentra boa parte desse consumo: 55% preferem assistir aos conteúdos à noite.

No WhatsApp, a presença na rotina é ainda mais evidente. De acordo com a pesquisa WhatsApp no Brasil, 42% afirmam abrir o aplicativo várias vezes ao dia e 37% dizem deixá-lo aberto durante todo o dia. Além disso, o aplicativo se tornou parte dos hábitos cotidianos dos brasileiros: 62% afirmam que já não lembram mais como era a vida sem WhatsApp.

Esse conjunto de dados mostra que não existe um único comportamento nas redes sociais. Cada plataforma atende a diferentes necessidades. Para as marcas, entender essas diferenças é fundamental para definir não apenas onde estar, mas também como conversar com o público em cada canal.

Os conteúdos que mais chamam a atenção dos usuários nas redes sociais

Em meio a tantos conteúdos disputando espaço no feed, entender o que desperta o interesse dos usuários é um dos principais desafios para quem produz conteúdo para as redes sociais. E os dados mostram que não existe uma fórmula única: entretenimento, informação e conteúdos que despertam vontade de interagir têm espaço nas diferentes plataformas.

No TikTok, por exemplo, o entretenimento tem um papel central. 67% dos usuários afirmam utilizar a plataforma para se divertir, enquanto 58% acessam para se distrair. O envolvimento pode ser tão grande que 52% dizem perder a noção do tempo enquanto usam o aplicativo. Os números ajudam a explicar por que conteúdos capazes de prender a atenção e proporcionar uma experiência divertida encontram terreno fértil na plataforma.

Já no YouTube, o conteúdo atende tanto à busca por entretenimento quanto por conhecimento. 59% dos usuários afirmam utilizar a plataforma para ouvir música ou assistir a videoclipes, enquanto 53% recorrem ao YouTube para aprender coisas novas. Os dados mostram que, além de divertir, a plataforma também ocupa um espaço importante na busca por informação e aprendizado.

No Instagram, por sua vez, os formatos rápidos são os mais fáceis de fazer parte da rotina dos usuários. 53% afirmam utilizar a plataforma para assistir aos Stories de quem seguem. Além disso, os usuários também demonstram disposição para interagir com o que encontram: 81% compartilham conteúdos e 73% salvam publicações.

Como explica Dani Schermann, CMO do Opinion Box: “Os dados mostram que não existe um único tipo de conteúdo capaz de conquistar a atenção do público. O que funciona é entender o contexto de cada plataforma e, principalmente, o que é relevante para aquela audiência. Um conteúdo pode ser divertido, informativo ou inspirador, mas precisa entregar algum valor para que a pessoa queira parar, consumir e compartilhar.”

Os dados mostram que conteúdos capazes de entreter, informar ou gerar algum tipo de identificação têm potencial para conquistar a atenção dos usuários. Isso significa que para se destacar é imprescindível entender os hábitos de cada plataforma para criar conteúdos que façam sentido para o público e, principalmente, que tenham motivos para serem consumidos e compartilhados.

A influência das redes sociais nas decisões de compra

Se as redes sociais já fazem parte da rotina dos brasileiros, é natural que sua influência também apareça na hora de escolher o que comprar. Essas plataformas passaram a fazer parte da jornada de compra, tendo papel importante desde a descoberta de um produto até a decisão de adquiri-lo.

Os dados do Relatório Consumo e Influência, realizado pelo Opinion Box e Influency.me com usuários de redes sociais, mostram a força desse comportamento. O Instagram aparece como a principal rede utilizada para descobrir produtos: 41% dos consumidores afirmam usar a plataforma com esse objetivo. Na sequência estão TikTok (18%), YouTube (17%), Facebook (7%) e Pinterest (3%).

E essa descoberta tem potencial para se transformar em compra. 69% dos consumidores já realizaram compras a partir de recomendações vistas nas redes sociais, mostrando que o conteúdo encontrado nessas plataformas pode ultrapassar o interesse e efetivamente influenciar a decisão de consumo.

Mas transformar atenção em conversão não é tão simples. As redes sociais também podem levantar dúvidas e inseguranças que fazem o consumidor desistir da compra. As avaliações negativas aparecem como o principal fator de impedimento, citadas por 51% dos consumidores. Em seguida estão o preço elevado, mencionado por 50%, e as inseguranças relacionadas ao link ou ao risco de fraude, apontadas por 48%.

Os dados mostram, portanto, que estar presente nas redes sociais pode ajudar as marcas a serem descobertas e consideradas pelos consumidores, mas a influência não termina no conteúdo. Reputação, preço e confiança também são determinantes para transformar uma recomendação em uma compra. Por isso, mais do que criar conteúdos capazes de chamar a atenção, as marcas precisam construir uma presença que transmita credibilidade em toda a jornada de decisão.

O papel dos influenciadores no comportamento dos usuários

Os influenciadores também ocupam um espaço importante na relação dos usuários com as redes sociais e, principalmente, com as marcas. Ao compartilhar experiências, testar produtos e fazer recomendações, eles podem ajudar a reduzir dúvidas e dar mais segurança para quem está considerando uma compra.

De acordo com o Relatório Influenciadores Digitais, 65% dos usuários já realizaram algum tipo de compra após a recomendação de um influenciador nas redes sociais. O número mostra que a influência não fica restrita ao conteúdo consumido: para uma parcela significativa do público, uma recomendação pode chegar até o momento da decisão de compra.

Entre quem já comprou por indicação de um influenciador, o principal motivo está relacionado à validação de uma decisão que o consumidor já estava considerando. 49% afirmam que já queriam comprar o produto e que foi decisivo ver alguém testando e aprovando a opção. Nesse caso, o influenciador funciona como uma espécie de confirmação antes da compra.

A recomendação também pode despertar o interesse por produtos que ainda não estavam no radar do consumidor. 36% afirmam que compraram porque era um produto que não conheciam e que despertou sua curiosidade. Outros 36% dizem que já precisavam do produto e que a indicação do influenciador os fez lembrar dessa necessidade.

Os dados mostram que a influência pode acontecer em diferentes momentos da jornada de compra: para validar uma escolha, apresentar uma novidade ou até mesmo despertar uma necessidade que estava em segundo plano. Por isso, para as marcas, trabalhar com influenciadores significa encontrar vozes capazes de gerar identificação, confiança e interesse junto ao público certo.

O que os dados sobre redes sociais no Brasil mostram para as marcas? 

Para as marcas, entender o comportamento dos brasileiros nas redes sociais é uma oportunidade de criar estratégias mais alinhadas aos hábitos e interesses do público. Os números apresentados ao longo deste artigo mostram que cada plataforma tem características próprias e que fatores como relevância, entretenimento, confiança e influência podem fazer diferença na relação com os consumidores.

Quer se aprofundar nesse cenário? No Kit Redes Sociais, o Opinion Box reuniu 5 pesquisas completas sobre as plataformas abordadas neste artigo, com dados sobre hábitos de uso, consumo de conteúdo e comportamento dos usuários.

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