Nos últimos anos, a nossa relação com a autoimagem passou por mudanças profundas. Se em décadas passadas os padrões de beleza eram ditados apenas pelas capas de revistas ou passarelas, hoje eles são moldados minuto a minuto diante das telas.
Vivemos o auge da era da velocidade aplicada à estética: nunca foi tão rápido ficar por dentro dos novos padrões, e ao mesmo tempo, nunca se teve acesso a ferramentas de transformação tão imediatas.
Essa busca pela “beleza instantânea” criou um cenário complexo: temos acessibilidade para cuidar da aparência ao mesmo tempo que enfrentamos uma pressão para atingir ideais estéticos que muitas vezes não condizem com a realidade.
Para entender melhor sobre a relação das pessoas com o corpo, padrões de beleza e o impacto disso na saúde e no bem-estar, o Opinion Box lançou mais uma edição da pesquisa Padrões de Beleza e Bem-estar, e a seguir você confere os principais insights!
- O que são padrões de beleza?
- A influência da mídia nos padrões de beleza
- Procedimentos estéticos e canetas emagrecedoras
- Geração Z e a relação com os padrões de beleza
- As consequências da busca por padrões de beleza idealizados
- Beleza, Saúde e Bem-estar: sobre a pesquisa
O que são padrões de beleza?
O conceito de padrões de beleza está relacionado ao conjunto de características físicas que são tidas como ideais e tornam-se modelos a serem seguidos pelas pessoas. Esses modelos variam de acordo com o período histórico, cultura e idade das pessoas.
A busca por atender a esses padrões de beleza vai além da aparência física. Ela afeta diretamente nossa saúde mental e emocional, e a relação é estreita: para 48% dos brasileiros, a aparência física está diretamente ligada à felicidade. Isso mostra que, quando a pessoa não está satisfeita com a sua aparência, pode gerar um grande sentimento de frustração.
O sentimento de exclusão e a sensação de não pertencer a um grupo que segue esses padrões também criam uma barreira nas interações sociais: 47% das pessoas já deixaram de participar de eventos sociais por não se sentirem bem com sua aparência, com as mulheres sendo mais impactadas (52%) do que os homens (40%).
A influência da mídia nos padrões de beleza
A mídia tem um poder imenso na construção de padrões de beleza, moldando as percepções do que é considerado bonito, desejável e aceitável. Nos últimos anos, com a popularização das redes sociais, a pressão aumentou.
No entanto, nos últimos anos, com o aumento da discussão de pautas importantes sobre padrões de beleza, podemos ver uma preocupação maior das empresas em trazer corpos mais reais para os anúncios publicitários, no intuito de gerar uma maior identificação pelo público.
Mesmo com a capacidade da mídia de trazer diversidade, ela ainda segue um caminho de padronização. De acordo com os resultados da pesquisa de 2026, 63% dos brasileiros acreditam que a mídia contribui para a reprodução de padrões irreais de beleza, e isso reflete um sentimento generalizado de desconforto e exclusão.
O que chama a atenção, no entanto, é a crescente demanda por representatividade. 67% dos entrevistados afirmam que gostariam de ver mais diversidade de corpos nas campanhas publicitárias. Isso indica que há um movimento crescente em direção à aceitação de diferentes tipos de corpo, etnias, idades e estilos de vida.
O desejo por representatividade está muito mais presente do que antes, e isso pode ser uma oportunidade estratégica para as empresas, além de uma necessidade emocional para os consumidores.
Procedimentos estéticos e canetas
Nos últimos anos, os procedimentos estéticos se tornaram uma parte cada vez mais presente na vida das pessoas. Sabemos que muitas pessoas recorrem a procedimentos estéticos para se sentirem melhores com seus corpos e aparências. E, claro, na maioria das vezes, o objetivo final é que elas encaixem no padrão de beleza.
O Brasil mesmo é um grande consumidor do mercado de beleza e estética, e as cirurgias e procedimentos deixaram de ser um tabu para se tornarem uma prática comum: 30% dos entrevistados já realizaram procedimentos estéticos permanentes ou de longa duração, e a maioria o fez com o objetivo de amenizar os sinais de envelhecimento (69%).
Uma tendência recente que tem ganhado destaque são medicamentos como Ozempic e Mounjaro. A busca por essas medicações, que causam emagrecimento rápido como efeito colateral, é um reflexo da pressão pela beleza instantânea: 51% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que usou essas canetas, e 9% dos participantes confessaram usar ou já ter usado esses produtos.
Geração Z e a relação com os padrões de beleza
A Geração Z vive uma realidade única, onde as redes sociais e o mundo digital são partes essenciais do seu cotidiano. Essa geração não “entra” na internet, ela vive nela. E isso tem um impacto direto na forma como eles se percebem e se relacionam com a beleza.
Desde muito jovens, os membros da Geração Z são expostos a uma constante pressão estética, com imagens filtradas e idealizadas, que muitas vezes são longe da realidade. Influenciadores digitais, com seus corpos perfeitos e estilos de vida impecáveis, acabam se tornando as referências para o que é considerado belo ou desejável.
No entanto, o que distingue essa geração é que, apesar da pressão, a Geração Z também está entre as mais conscientes e questionadoras dos padrões de beleza impostos.
Para entender melhor como a Geração Z lida com esse dilema, baixe o material completo e descubra o impacto dos padrões de beleza sobre sua saúde mental, comportamentos e escolhas de consumo.