Big data: o que é, como funciona e desafios para quem vai utilizar

Pedro D'Angelo
Big data: o que é, como funciona e desafios para quem vai utilizar

Big data é um termo que já está pairando pelo mercado há alguns anos. Mas o que isso quer dizer, de fato, e como as empresas estão utilizando desses dados para tomar decisões estratégicas e devolver melhores ações. E no fim das contas, o que isso tem a ver com pesquisa de mercado?

É disso que vamos falar agora. Aprenda o que significa big data, os desafios para quem quer aplicá-lo nos negócios e por que você deve se preocupar sempre em coletar dados.

O que é Big Data?

Big Data é o termo popular para bases de dados gigantescas e complexas que, quando processadas e cruzadas, permitem diversos tipos de análises e previsões. Os dados fornecidos pelo Big Data fornecem informações valiosas para as mais diferentes áreas, podendo ajudar, por exemplo a prevenir doenças e catástrofes ou a combater o crime.

No mundo dos negócios, o Big Data auxilia empresas a otimizar processos, detectar erros ou fraude, identificar tendências e fazer diversos tipos de previsões que vão ajudar as empresas a economizar tempo e dinheiro.

Como funciona o Big Data

O big data pode ser categorizado como não estruturado ou estruturado. Os dados estruturados consistem em informações já gerenciadas pela organização em bancos de dados e planilhas, geralmente sendo de natureza numérica. Já os dados não estruturados são informações que são desorganizadas e não se enquadram em um modelo ou formato predeterminado. Ele inclui dados coletados de fontes de mídia social, que ajudam as instituições a coletar informações sobre as necessidades do cliente.

E como esses dados são coletados, na prática? Afinal, o que são os dados do big data?

Na prática, big data pode ser coletado a partir de comentários compartilhados publicamente em redes sociais e sites, recolhidos voluntariamente de dispositivos e aplicativos pessoais, através de questionários, compras de produtos e check-ins eletrônicos. A presença de sensores e outras entradas em dispositivos inteligentes permite que os dados sejam coletados em um amplo espectro de situações e circunstâncias.

Mas, de acordo com a Gartner, uma das maiores empresas de consultoria e inteligência do mundo, levará de 5 a 10 anos para que as empresas possam incorporar o Big Data no seu dia a dia. Isso porque muitos desafios precisam ser vencidos. Veja agora os 5 principais:

Infraestrutura de armazenamento e processamento

Quando se fala em Big Data, estamos falando em um volume de dados realmente gigantesco. Há casos em que o processamento pode demorar horas ou dias, ou mesmo ultrapassar a capacidade das plataformas. Por isso, antes de pensar em coletar dados, é preciso preparar o terreno. De nada adianta procurar por informações que sequer podem ser armazenadas corretamente.

Os dados de big data são mais frequentemente armazenados em bancos de dados de computador e é analisados usando um software especificamente projetado para lidar com conjuntos de dados grandes e complexos. Muitas empresas de software como serviço (SaaS) se especializam no gerenciamento desse tipo de dados complexos.

Curadoria dos dados

Na maioria das vezes, esses dados são coletados de forma não-estruturada. Por isso, é preciso fazer um pré-processamento para que eles possam começar a ser analisados. Além disto, com tantos dados, é necessário escolher o que será analisado.

Técnicas de análise

Nos últimos anos, emergiu uma nova disciplina chamada Data Science para lidar com os desafios de processar e analisar bases de dados muito grandes. Ela utiliza técnicas e teorias de diversas áreas como matemática, estatística, TI e teoria da informação, incluindo inteligência artificial, processamento natural de linguagem e análise preditiva. Estes profissionais ainda são escassos no mercado.

Visualização dos dados

Plotar milhões ou bilhões de pontos em gráficos tradicionais torna-se inviável. Para ligar quantidades tão grandes de dados é necessário recorrer a novas formas de visualização e agrupamento dos dados.

Privacidade e segurança na era do Big Data

Muitas vezes, estes dados são obtidos por sensores, smartphones e navegação na internet, entre outras formas. Isso levanta questões. “A quem pertencem estas informações?”, “Como e para que fins elas poderão ser usadas”?, “Como a identidade dos usuários será protegida?”.

Ainda assim, algumas empresas já se beneficiam da utilização do Big Data. A Amazon, o Facebook e o Google são os exemplos mais comuns. E não há dúvidas de que, muito em breve, diversas empresas de diferentes ramos de atividades, estarão utilizando o Big Data como um meio para obter mais respostas, informações e inteligência que auxiliem na tomada de decisão no seu negócio.

Big data e pesquisa de mercado: vantagens e como utilizar

Lendo o blog do Opinion Box você pode estar se perguntando: qual a relação entre big data e pesquisa de mercado online?

Na prática, os dois termos remetem à coleta de dados importantes para embasar decisões e entender o consumidor, o público e o mercado.

Assim como a pesquisa de mercado e suas vantagens, as empresas podem usar de big data para entender de verdade seu consumidor. Com dados fornecidos por ele e seus rastros digitais, é possível entender como seu público pesquisa, compra, consome e avalia os produtos que mais gosta. Dá para avaliar sua opinião, ver como ele interage com marcas, o que fala sobre elas e como se comporta em comunidade, por exemplo.

Dessa forma, o big data pode ser um grande aliado de quem quer desvendar completamente o comportamento do consumidor. Colete dados fornecidos pelo consumidor ao mesmo tempo que também pergunta diretamente a ele. Unir big data e pesquisa de mercado online é uma receita para conseguir dados de mais fontes a fim de validar hipóteses, testar novidades e novos produtos, medir a satisfação e muito mais.

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Pedro D'Angelo

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.