Mobile Time e Opinion Box pesquisam: Como o brasileiro usa aplicativos

Pedro D'Angelo
Mobile Time e Opinion Box pesquisam: Como o brasileiro usa aplicativos

Feche os olhos por um momento e imagine como seria sua vida atualmente se não existisse o WhatsApp. Talvez o exercício não seja tão difícil considerando o recente bloqueio do app pela justiça brasileira, mas ainda assim, se o app nunca tivesse sido inventado, como isso afetaria sua comunicação com amigos, família e colegas de trabalho? Provavelmente, alguma diferença seria sentida, certo?

Isso acontece naturalmente porque os aplicativos móveis estão cada vez mais presentes em cada tarefa e aspecto do nosso dia a dia. Também é natural que esse fenômeno seja estudado para que possamos identificar como os usuários de apps vêm se comportando, quais suas preferências e o que eles preferem entre as milhares e milhares opções de apps que tanto facilitam a vida moderna. É por isso mesmo que lançamos a mais nova versão do Panorama Mobile Time/Opinion Box: Uso de Apps no Brasil, cujos resultados vamos conhecer agora mesmo.

Já é a terceira vez que o portal Mobile Time e o Opinion Box se juntam para pesquisar como o brasileiro usa aplicativos móveis. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 21 de abril e contou com 1.958 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, faixa de renda e distribuição geográfica. A margem de erro da pesquisa é de 2.2 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

Os resultados do estudo foram apresentados em primeira mão ontem, no Tela Viva Móvel, em São Paulo. No evento, Felipe Schepers, nosso COO, e Fernando Paiva, do MobileTime, apresentaram os principais destaques da pesquisa. Para quem perdeu o Tela Viva Móvel, não se preocupe, a gente traz aqui algumas das descobertas:

O que tem na tela do seu smartphone?

Com essa pergunta básica, conseguimos identificar os 20 apps mais presentes nas home screens dos brasileiros. Como na última pesquisa, quem conquistou a 1ª posição como queridinho dos donos de smartphones no Brasil foi o WhatsApp, presente em 78,3% das telas. Também repetindo as posições que ocupavam na última onda da pesquisa, realizada em setembro do ano passado, quem segue o WhatsApp no ranking é o Facebook, presente em 65,2% dos smartphones, o Instagram (33,8%), o Facebook Messenger (25,4%) e o Youtube (21,4%).

Logo após as principais redes sociais e aplicativos de mensagens, o ranking começa a variar entre categorias mais distintas. Quem ocupa a 6ª posição é o aplicativo móvel do Branco do Brasil (13,2%), com o Twitter (12,7%), Gmail (11,6%), Google Chrome (11,1%) e Waze (10,3%) logo em seguida entre os mais citados, fechando os Top 10 aplicativos mais presentes nas home screens dos smartphones brasileiros.

Ainda assim, dos 20 apps mais frequentemente encontrados na primeira tela dos aprelhos, 14 apresentaram queda de participação em relação a edição anterior.

WhatsApp, o favorito absoluto

Após citar seus aplicativos preferidos, os respondentes da pesquisa tiveram que ser mais específicos e escolher: se fosse para escolherem apenas um aplicativo para ter no smartphone, qual seria? Mais uma vez, a liderança absoluta é do WhatsApp, apontado por 48% dos entrevistados.

Após o serviço de mensagens mais famoso do Brasil, ocupam o ranking o app do Facebook (9,6%), seguido por Google, Instagram, Banco do Brasil, YouTube, Itaú, Google Chrome, Gmail e Snapchat, todos com menos de 2%, ou seja, dentro da margem de erro da pesquisa, o que significa que as posições de 3 a 10 podem variar.

Cresce a popularidade do Snapchat

Provavelmente você já ouviu falar do Snapchat. As opiniões e críticas a respeito do aplicativo de troca de imagens e vídeos que se “autodestroem” são cada vez mais frequentes, conforme cresce também a popularidade do app, que conquistou pela primeira vez a 10ª posição no ranking de aplicativos preferido.

Enquanto se populariza e ganha adeptos no mundo todo, o Snapchat também vem evoluindo de forma semelhante ao WhatsApp, que no ano passado passou a incorporar chamadas de voz via internet. O Snapchat, em sua última atualização, também passou a oferecer chamadas de áudio e vídeo entre seus usuários. Se as novas funções vão chamar atenção e repercutir como no caso do WhatsApp, ainda precisamos aguardar para saber.

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Pagando por aplicativos

A quantidade de usuários de smartphones que já pagou por apps continua estável em relação às outras duas pesquisas realizadas pelo Mobile Time com o Opinion Box. 17,6% dos entrevistados afirmou já ter pago por aplicativos, número que variou entre 15,3% na primeira pesquisa e chegou a 19,9% em novembro do ano passado.

Os apps pagos mais utilizados pelos entrevistados são os mais diversos possíveis, indo desde calculadoras de matemática avançada até apps de karaokê. O mais citado entre os pagos foi o Facetune, aplicativo voltado para a edição de fotos de rosto, que custa R$ 9,99 na Google Play. O mais caro da lista é o app da calculadora HP 12c, vendido por R$ 47,75.

Material completo

Quer uma análise mais completa sobre o uso de apps no Brasil? Clique aqui e baixe gratuitamente o relatório completo dessa pesquisa. Se quiser, você pode baixar também os dados da edição passada, realizada em novembro de 2015.

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Pedro D'Angelo

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.