10 tendências de pesquisa de mercado e opinião para 2016

Daniela Schermann
10 tendências de pesquisa de mercado e opinião para 2016

As listas de tendências para o ano que vem estão por todos os lados e nós não poderíamos deixar de preparar as nossas apostas com os 10 assuntos que serão mais pesquisados em 2016.

Este material foi preparado com muito cuidado pela nossa equipe de especialistas e, para chegar até aqui, levantamos os principais temas discutidos em diferentes áreas do conhecimento para identificar quais serão os maiores problemas, dúvidas e questionamentos que as empresas e organizações vão precisar saber para tomar suas decisões.

1. Privacidade do usuário

Os recentes casos de invasão de privacidade, tanto de celebridades quanto de pessoas anônimas, e os novos aplicativos de transmissão de vídeos ao vivo, como Periscope, Meerkat e Blab, trouxeram à tona a discussão da privacidade do usuário.

Entender o que os consumidores pensam sobre o tema, até onde cada um se sente à vontade em compartilhar a própria imagem e a partir de onde começa o desconforto com a superexposição é fundamental para marcas que pretendem utilizar os aplicativos ou as histórias criadas pelos usuários de alguma forma.

2. Lowsumerism

O termo Lowsumerism foi cunhado pela Box 1824, empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento, e propõe um movimento em que as pessoas consumam menos e busquem alternativas para viver apenas com o necessário.

Ainda que esta pareça uma tendência contrária aos dias atuais, em que estamos cercados de práticas consumistas por todos os lados, já é possível identificar marcas que incentivam o Lowsumerism, destacando a durabilidade e a funcionalidade dos seus produtos, ao invés de fazer propagandas que buscam apenas torna-lo um objeto de desejo.

Pesquisas relacionadas ao Lowsumerism vão procurar entender o que os consumidores realmente preferem: comprar produtos que precisam ou produtos que afirmam a sua personalidade? Produtos que duram mais e agridem menos o ambiente ou produtos mais baratos? Enfim, sem querer fazer trocadilhos, as pesquisas vão buscar entender o quanto os consumidores são, de fato, consumistas.

3. Empoderamento da mulher

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Em 2015, as mulheres lideraram um movimento nas redes sociais e nas ruas nunca antes visto na história deste país. Cantadas indesejadas, assédio moral, agressão física, piadinhas machistas. Dos casos mais leves aos mais pesados (e todos igualmente inaceitáveis), todos esses acontecimentos tornaram-se temas de diferentes formas de protestos e manifestações que fizeram brasileiros de diferentes classes e gerações refletir sobre o que é ser mulher. O tema foi capa de revista e chamou a atenção inclusive da mídia internacional.

Este movimento gera mudanças profundas de comportamento, que certamente não tem volta – e que ainda precisam ser compreendidos em sua totalidade. Por isso, o tema será alvo de diferentes pesquisas, não só no ano que vem, mas nos próximos.

4. Preconceito

Assim como as mulheres cansaram de ficar caladas, outras minorias também começaram a dizer: “Ei, isso não está certo”. Homofobia, racismo, machismo e todas as formas de preconceito, pouco a pouco, estão se tornando inadmissíveis em todas as escalas, como sempre deveriam ter sido. Isso vem gerando tumulto nas redes sociais, confusão no mundo publicitário e iniciou uma mudança também sem volta nos padrões do que é socialmente aceitável ou engraçado. Ainda bem, certo?

Mas como entender este movimento e qual o impacto que isso gera na criação de produtos, de peças publicitárias e de comunicação? Se você pensou em pesquisa de mercado, ponto para você.

5. Geração Z

Eles estão chegando ao mercado de trabalho, e vêm com tudo. A geração Z, que hoje tem entre 12 e 19 anos, cresceu dentro do período mais próspero da história brasileira e vive sua adolescência, período de incertezas e inseguranças, junto com as instabilidades do país, inéditas em suas vidas.

A primeira geração que nasceu totalmente conectada tem suas particularidades: de acordo com o relatório Generation Z – Brazil, da JWT, 78% concordam que dependem deles mudar o futuro, 77% dizem que homens e mulheres são praticamente iguais hoje em dia e 59% participam de eventos on ou off-line contra a discriminação racial. 94% amam o Facebook, mas 87% pensam com cuidado o que vão postar na rede. Olhando esses números, parece promissor, não é mesmo?

Mas ainda há muito para entender sobre essa geração de jovens profissionais e consumidores, e as marcas e empresas precisam fazer muitas pesquisas para saber o que eles pensam, como agem e o que esperam do futuro para saber como lidar, como atrair e como vender para estas pessoas, que representam cerca de 17% da população brasileira.

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6. Aplicativos: o próximo passo

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Em 2015, nós realizamos muitas pesquisas para entender os hábitos de consumo de aplicativos e m-commerce. No ano que vem, as pesquisas continuam, mas, mais do que saber quais aplicativos estão nas telas dos smartphones, precisaremos entender como os usuários estão utilizando as integrações entre eles.

2016 será o ano da inovação nos aplicativos, com mobile, social e e-commerce se misturando e abrindo inúmeras possibilidades de marketing, relacionamento e vendas. E claro que as pesquisas precisam acompanhar esse movimento, para entender como os usuários estão utilizando as novidades, e gerar ainda mais insights para os profissionais.

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7. Mídia programática

Esta é uma novidade que também vai mudar profundamente o comportamento do consumidor e abrir inúmeras oportunidades, que precisarão ser analisadas, mensuradas e compreendidas.

Todas as redes de TV, abertas ou fechadas, estão estudando seu próprio modelo de adoção de mídia programática, e muitas delas devem começar a operar suas plataformas em 2016 – inclusive a Rede Globo, que lançou a sua plataforma em agosto com exclusividade para os 30 maiores anunciantes, e deve abrir para os demais no ano que vem.

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8. Cultura organizacional

No ambiente corporativo, a cultura organizacional vai ser um tema de destaque, seja nas pequenas, médias ou grandes empresas. Além de ser um diferencial competitivo para atrair e reter talentos, uma cultura forte ajuda a minimizar conflitos, fortalece o branding, influencia na eficiência e traz inúmeros impactos positivos para o dia a dia da sua empresa. Em última instância, é o melhor caminho para que o empreendedor possa construir a empresa que sempre sonhou, seja ela qual for.

Mais do que um diferencial, a cultura também se torna um tema relevante neste cenário marcado por todos esses temas aqui citados, como o empoderamento da mulher, a queda da barreira dos preconceitos e a ascensão da geração Z ao mercado de trabalho. As pesquisas podem ajudar os profissionais de RH a entender como os colaboradores enxergam as empresas e o que eles esperam delas, para criar e fortalecer a cultura das organizações.

9. Política e economia

No campo das pesquisas de opinião, política e economia ainda serão pautas muito presente. As crises não irão se resolver tão cedo e ainda serão amplamente discutidas pela mídia, nas redes sociais e nas mesas de bares. Com as eleições municipais e o processo de impeachment, saber o que os brasileiros estão pensando se torna fundamental não só para o governo e para os partidos políticos, como para grandes empresas e instituições.

10. Inteligência Artificial

Se antes se falava em Internet das Coisas, agora o tema que não sai da cabeça de quem desenvolve produtos é a Inteligência Artificial. Sim, estamos falando de robozinhos mesmo, ou daquelas máquinas que vemos sempre em filmes de ficção científica. Esta realidade está cada vez mais próxima. Segundo uma pesquisa da Ericsson Consumer Lab sobre tendências de consumo, 63% dos usuários paulistanos de smartphones esperam que esse tipo de aparelho esteja ultrapassado em cinco anos e 87% gostariam de usar a tecnologia para melhorar a visão, a memória ou a audição.

Assim como foram feitas muitas pesquisas para entender se os consumidores queriam telefones inteligentes, carros, geladeiras e outros produtos conectados à internet, agora é hora de entender se queremos que esses produtos conversem com a gente, e como. Será que estamos preparados? E você? Quais pesquisas pretende fazer em sua empresa em 2016?

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Daniela Schermann

Daniela Schermann

Jornalista e Líder de Marketing do Opinion Box, é especialista em Inbound Marketing e entende tudo sobre pesquisa e comportamento do consumidor. Prefere ser chamada só de Dani e está sempre aprendendo alguma coisa nova.

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