Redes sociais: Pesquisa sobre o comportamento dos brasileiros na internet

Daniela Schermann
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Redes sociais: Pesquisa sobre o comportamento dos brasileiros na internet

Que as redes sociais transformaram radicalmente o comportamento das pessoas não é novidade para ninguém. No começo, tínhamos uma conta no Orkut e alguns mais conectados utilizavam também o Myspace. Aí veio Facebook, Instagram, Snapchat,Google+, Tinder e muitas outras opções para dividir nosso tempo.

Com isso, mudamos nossas formas de nos relacionar, nos informar e nos expressar. Pensando nisso, o Opinion Box quis fazer uma pesquisa para entender como as pessoas enxergam o seu próprio comportamento nas redes sociais. Veja os principais resultados:

Informações técnicas

A pesquisa sobre redes sociais foi realizada no painel de respondentes do Opinion Box entre os dias 19 e 24 de abril. Foram entrevistados 1.772 homens e mulheres a partir de 16 anos de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal e de todas as classes sociais.

A margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Redes sociais mais acessadas

Como já era de se esperar, o Facebook continua sendo a rede social mais popular entre os brasileiros. 94% dos internautas possuem conta na rede de Mark Zuckerberg. 57% são usuários do Instagram, 50% utilizam o Google+ e 35% possuem conta no Twitter. As redes menos utilizadas são Linkedin (23%), Pinterest (20%), Snapchat (18%) e Tinder (6%). Além disso, 5% afirmam possuir contas em outras redes sociais.

As redes sociais preferidas dos internautas são o Facebook (76%) e o Instagram (14%). O Twitter fica em terceiro lugar, escolhido por apenas 3% dos entrevistados. Todas as outras ficam com menos de 3% das respostas.

É interessante observar como a preferência varia com a idade. 69% dos jovens até 29 anos escolheram o Facebook e 19% optaram pelo Instagram. Entre os que têm de 30 a 49 anos, 79% preferem o Facebook e 11% o Instagram. Para quem tem 50 anos ou mais, 87% escolheram o Facebook, e 5% o Instagram.

Há também uma pequena diferença por sexo. Ainda que ambos prefiram o Facebook da mesma forma (76%, tanto para os homens quanto para as mulheres), elas gostam mais do Instagram (16% das mulheres e 11% dos homens) e uma proporção maior deles preferem o Twitter (2% das mulheres e 5% para os homens). Por classe social, todas as diferenças são insignificantes e se encontram dentro da margem de erro.

Apenas 3% dos entrevistados afirmam não possuir contas em redes sociais. Entre esses, o principal motivo apontado é a falta de interesse (40%). Além disso, 22% disseram que não acham seguro ou confiável e 16% disseram que não tem tempo para acompanhar os feeds.

Redes sociais: onde, quando e por que

A noite é o período preferido para se acessar as redes sociais. 77% costumam estar conectados em suas redes após o cair do sol. 61% acessam à tarde e 57% conectam-se de manhã. Além disso, 22% utilizam a madrugada para postar, curtir, comentar ou compartilhar.

7 em cada 10 entrevistados utilizam os smartphones como principal dispositivo para acessar as redes sociais. 27% preferem o computador e 3% utilizam os tablets.

Os assuntos mais populares nas redes sociais dos brasileiros são notícias em geral (58%) e humor (53%). Além disso, os internautas também gostam de postar ou acompanhar postagens sobre filmes e séries (48%), cultura e entretenimento (44%), culinária e gastronomia (42%) e saúde e vida saudável. Outros assuntos, como esportes, tecnologia e religião, foram apontados por menos de 40% dos entrevistados.

Comportamento nas redes sociais

Um terço dos entrevistados afirma que o que mais costuma fazer nas redes sociais é postar mesmo, seja fotos, vídeos, textos ou opiniões. 28%, no entanto, preferem apenas curtir o conteúdo de outras pessoas ou páginas. 22% tem um costume maior de compartilhar conteúdos de terceiros e 11% estão mais habituados a apenas olhar, sem interagir. 6% afirmam que o que mais fazem é comentar os posts de outras pessoas ou páginas.

Recentemente, o Facebook, os veículos de mídia e outras redes sociais estão demonstrando uma grande preocupação com a viralização de notícias falsas em redes sociais. Por isso, perguntamos aos internautas qual é o comportamento deles em relação a isso.

72% afirmam que só postam em seus perfis aquilo que eles têm certeza que é verdade. 16% dizem que postam aquilo que eles acham que é verdade, mesmo sem ter muita certeza. 4% admitem que postam o que lhes interessa, independentemente se é verdade ou não, e 8% afirmam que nunca pensaram sobre o assunto.

E quando não havia redes sociais? 38% dos entrevistados acreditam que o mundo era pior ou muito pior do que é agora e 28% acham que o mundo era melhor ou muito melhor do que atualmente. 34% afirmam que não é nem melhor e nem pior.

Vale ressaltar que a percepção de que o mundo melhorou com as redes sociais é maior entre aqueles que tem 50 anos ou mais. 27% dos internautas até 50 anos acham que o mundo é melhor ou muito melhor agora. Esse número aumenta para 34% entre os que tem 50 anos ou mais.

Imagem x realidade

75% dos entrevistados acreditam que as pessoas mostram nas redes sociais uma vida melhor do que elas realmente têm. 11% acham o oposto, que as pessoas exibem uma vida pior nas redes sociais do que a vida real. 14% acreditam que não tem diferença entre o que é postado e o que é vivido.

Por outro lado, 65% acreditam ser a mesma pessoa na internet e na vida real. 26% admitem que são diferentes, mas não muito diferentes, e 10% afirmam que sua imagem na internet é bem diferente em comparação com a vida real.

Os jovens e os homens são os que mais admitem a “dupla personalidade”. Enquanto 12% dos homens afirmam que são bem diferentes nas redes sociais e 60% acreditam ser a mesma pessoa, 8% das mulheres afirmam que a imagem na internet é bem diferente em relação à realidade e 68% afirmam ser iguais.

Além disso, 11% dos jovens até 29 anos afirmam ser diferente, enquanto 9% das pessoas de 30 a 49 anos e 5% dos que tem acima de 50 anos acham que é diferente.

Inimizades e discussões

77% dos entrevistados já deixaram de seguir alguém nas redes sociais porque não concorda ou não gosta dos conteúdos que a pessoa posta. Os jovens costumam fazer isso com mais frequência. 81% das pessoas até 29 anos já fizeram isso pelo menos uma vez. Esse número cai para 75% entre os que têm de 30 a 49 anos e para 66% entre os que têm 50 anos ou mais.

Além disso, 37% dos internautas já tiveram uma discussão acalorada nas redes sociais, sendo que, para 20% deles, isso aconteceu mais de uma vez. Os homens costumam discutir mais do que as mulheres. 56% dos homens e 67% das mulheres afirmaram que isso nunca ocorreu. O número também varia com a idade. 43% dos jovens até 29 anos já discutiram nas redes sociais. Esse número cai para 35% entre os que têm de 30 a 49 anos e para 29% entre os que têm 50 anos ou mais.

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Daniela Schermann

Daniela Schermann

Jornalista e Líder de Marketing do Opinion Box, é especialista em Inbound Marketing e entende tudo sobre pesquisa e comportamento do consumidor. Prefere ser chamada só de Dani e está sempre aprendendo alguma coisa nova.

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