Pesquisa sobre relacionamentos: pessoas conhecidas na internet são menos confiáveis que aquelas que se conhecem pessoalmente?

Pedro D'Angelo
Pesquisa sobre relacionamentos: pessoas conhecidas na internet são menos confiáveis que aquelas que se conhecem pessoalmente?

Todos sabemos e estamos vendo a internet transformar radicalmente nossos modos de pensar, agir e nos relacionar. Frequentemente, publicamos por aqui pesquisas de mercado para entender o comportamento do consumidor digital. Dessa vez, quisemos fazer uma pesquisa sobre relacionamentos. Mais especificamente, quisemos entender como os relacionamentos amorosos acontecem e mudam com as inovações tecnológicas.

Na era dos apps de paquera e da comunicação cada vez mais concentrada no meio online, como as pessoas namoram? Como elas falam com seus parceiros? Como a internet, de forma geral, entra no âmbito das relações amorosas do brasileiro?

A primeira grande descoberta nesta pesquisa sobre relacionamentos é que, para os internautas brasileiros, os relacionamentos vão, sim, ficar cada vez mais tecnológicos. Pensando no uso de aplicativos, sites e da internet em geral para começar relacionamentos amorosos, 7 em cada 10 acreditam que essa é uma tendência real.

O restante das nossas descobertas, você confere abaixo:

Status de relacionamento

Dos 1.735 entrevistados da pesquisa sobre relacionamentos, 71% estão em um relacionamento estável, seja um namoro ou um casamento, por exemplo. Os 29% restantes estão solteiros.

Entre os solteiros, perguntamos também se eles estão à procura de um relacionamento, e a amostra ficou bem dividida: 57% disseram que sim e os outros 43% não. E o porquê de estarem solteiros? 25% preferem ficar assim. 46% disseram não encontrar alguém de quem gostem, enquanto 28% estão com dificuldades de achar alguém que queira um relacionamento sério.

Perguntamos também se eles estão saindo com alguém, mesmo que não em um relacionamento sério: 70% disseram não estar. Os outros 30% estão, com uma pessoa (20%) ou com mais de uma (10%).

Romance e tecnologia: qual a sua opinião?

Um dos objetivos da nossa pesquisa sobre relacionamentos era entender a relação do brasileiro com a tecnologia quando o assunto é relacionamentos. Em tempos de popularização dos apps de paquera, perguntamos aos entrevistados o que acham desse tipo de aplicativo para conhecer pessoas.

Para contextualizar, o Brasil é um dos países com mais adeptos ao Tinder, app de paquera mais famoso da atualidade. São mais de 10 milhões de usuários únicos no país. Na nossa pesquisa, descobrimos que 42% dos brasileiros gostam da ideia de conhecer pessoas por apps. Outros 28% não gostam do método de relacionamento, enquanto os 30% restantes são neutros.

E o app preferido não é muito surpreendente: o Tinder continua sendo a primeira opção do brasileiro, utilizado por 14% dos entrevistados. Logo atrás vem o Badoo, mencionado por 10%. Outros apps e sites somam 8% e os já quase antigos sites de bate-papo virtual são queridos por 2%.

Internet: ajuda ou atrapalha?

Perguntamos aos solteiros se eles acham que a internet ajuda ou atrapalha na hora de encontrar pessoas para se relacionar. A aceitação dos sites e apps é boa: 70% acreditam que eles ajudam, sendo que 22% acham que ajudam muito. Apenas 8% acreditam que a internet atrapalha, sendo 22% os que acham que não faz diferença, no fim das contas.

Para os que estão em um relacionamento, a pergunta foi um pouco diferente. Quisemos saber como a internet influencia a relação deles. 57% julgam que a internet ajuda, sim, no relacionamento atual e, para outros 12%, ela atrapalha.

Fomos ainda um pouco além e perguntamos qual a principal forma de contato com seu parceiro ou parceira. 3 em cada 10s entrevistados disseram que falam mais com o parceiro ou parceira de forma não presencial – seja pelo telefone, pelo Whatsapp ou online, de forma geral. O restante ainda se comunica mais presencialmente do que por esses meios.

Traição no meio online: mais ou menos séria?

Um ponto delicado que perguntamos aos entrevistados foi a traição. O tópico é polêmico quando falamos em relacionamentos, e dessa vez quisemos entender a relação da traição com a tecnologia.

Entre os entrevistados, 23% acham que uma traição online, como conversas picantes ou mandar nudes para outra pessoa são uma forma menos séria de traição. 70% não veem diferença e os 7% restantes acham que é ainda mais sério do que uma traição ao vivo.

E por falar em traição, investigamos também a opinião do brasileiro sobre confiança em tempos de relações na internet. Aqui, os entrevistados ficaram divididos. 46% acreditam que parceiros românticos conhecidos pela internet são, em geral, menos confiáveis do que aqueles que começam um relacionamento pessoalmente, desde o início.

Isso indica que, mesmo acreditando na tendência dos relacionamentos mais tecnológicos e acreditando que a internet ajuda a encontrar parceiros, eles costumam inspirar menos confiança. Esse dado bate de frente também com outra descoberta da pesquisa. 23% dos entrevistados que estão em um relacionamento conheceram seu parceiro ou parceira online, sendo 17% em sites e redes sociais e 6% em apps específicos de paquera.

Situações difíceis em relacionamentos amorosos

Apresentamos também aos respondentes uma série de situações complicadas que as pessoas enfrentam em relacionamentos. Pedimos a eles que, com honestidade, nos apontassem aquelas pelas quais já passaram. E os resultados são curiosos:

  • 39% já olharam o celular do parceiro sem ele saber;
  • 37% já se relacionaram com alguém que conheceu na internet;
  • 33% já namoraram pela internet;
  • 27% já marcaram encontros com pessoas de apps de paquera;
  • 23% já mandaram nudes;
  • 22% já terminaram namoro por mensagem/email/Whatsapp;
  • 22% já traíram;
  • 20% já terminaram um relacionamento por traição;
  • 18% já foram traídos e perdoaram;
  • 9% já pegaram o parceiro ou parceira traindo;
  • 6% já foram pegos traindo.

Dados da pesquisa sobre relacionamentos

Para fazer a pesquisa sobre relacionamentos, foram realizadas 1.735 entrevistas em agosto de 2017 no Painel de Respondentes do Opinion Box, com internautas de todas as faixas etárias, classes sociais e regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

Quer fazer a sua própria pesquisa de mercado e obter insights e dados exclusivos? No Opinion Box, você mesmo cria o seu questionário e pode enviá-lo para os seus próprios contatos ou para o nosso painel de respondentes com mais de 100 mil consumidores cadastrados em todo o país. Para testar gratuitamente, cadastre-se agora mesmo.

Também poderá gostar de:

Infográfico interativo: comportamento do consumidor digital em 2016 Aqui no Opinion Box, a curiosidade e a necessidade de entender o comportamento do consumidor está em nosso DNA. No cafez...
Smartphones e a pesquisa que explica por que você tem dormido melhor n... “Os ônibus estão mais silenciosos, agora eu consigo dormir com mais facilidade quando volto do trabalho para casa”. Ouvi...
AUTOR
Pedro D'Angelo

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Aqui no Opinion Box, cuida de Projetos e Relacionamento com o Cliente. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.

Daniela Schermann
Receba nossas novidades por e-mail