Inteligência Artificial e marketing: não é mais ficção científica

Daniela Schermann
Inteligência Artificial e marketing: não é mais ficção científica

Fala-se em Inteligência Artificial e muita gente pensa primeiro em filmes e livros. Mas este post não vai falar sobre o mundo pós-apocalíptico de Matrix, nem sobre o supercomputador Hal de 2001 – Uma Odisséia no Espaço e muito menos de Chiba City, do livro Neuromancer.

Nós vamos falar de coisas extremamente reais, que estão acontecendo neste momento e que, apesar de parecerem um pouco assustadoras em um primeiro momento, podem ser bastante empolgantes se soubermos como nos aproveitar delas. E este é exatamente o objetivo deste post: discutir como o marketing pode tirar proveito da Inteligência Artificial.

Se você acompanha as notícias sobre mercado, tecnologia e inovação, já sabe que tem um monte de empresas desenvolvendo robôs super interessantes, capazes de executar trabalhos extremamente avançados. Se você não acompanha, deixa eu contar alguns dos mais legais (ou assustadores, depende do ponto de vista): no jornal New York Times, é o robô Blossom quem escolhe, entre mais de 300 notícias diárias, as 50 que os editores devem colocar nas redes sociais. Se isso não te surpreende, e o WordSmith, robô do Yahoo, que escreve notícias sobre finanças e esportes? Estes são alguns exemplos da nova geração de robôs que, muito além de executar comandos programados pelos humanos, já são capazes de “pensar”.

Tá. Mas o que isso tem a ver com marketing? Muito mais do que você imagina. Algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Google, Facebook e Amazon, estão investindo pesadamente na área de inteligência artificial para que robôs e computadores possam prever o que seus clientes querem.

Nós já falamos aqui sobre big data e como a humanidade vem gerando um volume gigantesco de dados em diferentes fontes e dispositivos, em uma velocidade absurda. De acordo com o presidente da IBM no Brasil, Rodrigo Kede, 90% dos dados existentes hoje foram gerados nos últimos dois anos e 80% são dados não-estruturados.

É impossível imaginar como os seres humanos e as ferramentas tradicionais de computação poderiam lidar com essa infinidade de informação, que se multiplica em volume e velocidade exponenciais. No entanto, ao unir Inteligência Artificial e big data analytics, a brincadeira começa a ficar interessante e as possibilidades se tornam infinitamente maiores e melhores.

Imagine cruzar informações do comportamento dos seus clientes nas redes sociais, aplicativos, sites de compra, lojas físicas, objetos conectados à Internet das Coisas e conseguir extrair informações reais e úteis, em uma velocidade em que seja realmente possível aproveitar os insights gerados, tanto em criação de campanhas e promoções quanto no desenvolvimento de produtos e recomendações personalizadas de compra?

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E isso é só o começo. A Inteligência Artificial pode ser usada também para criar sistemas de precificação, ferramentas de atendimento ao cliente e até mesmo para identificar fraudes e falhas de segurança de sistema.

Ok. Mas você deve estar pensando que tudo isso ainda é muito distante da realidade da sua empresa e do mercado brasileiro, correto? Pois não se esqueça que os mecanismos de busca do Google já fazem uso de machine learning há algum tempo. Para quem não sabe, machine learning é justamente o sub-campo da Inteligência Artificial que permite que os computadores e robôs desenvolvam aprendizado, ou seja, sejam capazes de aperfeiçoar seu desempenho em determinada tarefa. Por isso, para entender de SEO (search engine optimization), cada vez mais será preciso dominar os princípios básicos de Inteligência Artificial e machine learning.

Além do mais, a gente já sabe a importância que os dados têm para os profissionais de marketing. Hoje, já é possível entender como os diversos clientes de uma empresa se comportam ao longo da jornada de compra. Podemos facilmente determinar qual o ROI, ou seja, o retorno financeiro do investimento em cada uma das diferentes ações de marketing. Sabemos quais são as probabilidades de um lead virar clientes, e podemos orientar os esforços da equipe de vendas apenas para aqueles que tem maior potencial de compra. Tudo isso graças à análise de diferentes dados combinados. A Inteligência Artificial vem para somar neste processo, com mais agilidade, inteligência e assertividade.

E a pesquisa de mercado? Toda vez que surge uma nova tecnologia ou técnica, vem a inevitável pergunta: o que existia antes vai acabar? Em alguns casos, sim. Mas a pesquisa de mercado tem um grande diferencial: ela permite que você pergunte diretamente ao seu público-alvo o que você quer saber. E isso pode ser feito através de diferentes tecnologias, seja por telefone, e-mail, aplicativos ou, quem sabe muito em breve, robôs? Você pode extrair dados das mais diferentes fontes, e sempre vai ser mais interessante e enriquecedor quando você conseguir cruzá-los com a opinião do seu público.

Agora a gente quer saber de você: Inteligência Artificial te assusta ou te deixa empolgado? Conta pra gente!

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Daniela Schermann

Jornalista e Líder de Marketing do Opinion Box, é especialista em Inbound Marketing e entende tudo sobre pesquisa e comportamento do consumidor. Prefere ser chamada só de Dani e está sempre aprendendo alguma coisa nova.

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