Como a metodologia Design Sprint vai ajudar a resolver problemas na sua empresa

Pedro D'Angelo
Como a metodologia Design Sprint vai ajudar a resolver problemas na sua empresa

A cada dia que passa, o mercado parece se tornar mais cruel, ou pelo menos mais intolerante a erros e pisadas na bola. Cada vez mais temos prazos mais apertados, metas mais ambiciosas e uma concorrência mais acirrada. Por isso, perder tempo não é uma opção, definitivamente. E no dia a dia dos negócios, a boa notícia é que muitas alternativas vêm surgindo para evitar esse tipo de situação. Vivemos na era do design thinking, do design sprint, dos chatbots e da internet das coisas. Quem conhece e já lida com esses termos, parabéns. Quem ainda não é familiar, melhor correr atrás para não ficar para trás.

Seja no planejamento de vendas, no marketing, no lançamento de um novo produto ou em qualquer pequeno problema do dia a dia, as empresas precisam otimizar processos e estratégias. Empresas mais ágeis e que perdem menos tempo com burocracias ou práticas atrasadas são as que vão tomar a dianteira no mercado.

Pense numa empresa que precisa colocar no ar um novo produto ou atualizar uma solução já existente. Ela precisa viabilizar esse negócio de forma rápida para conquistar o mercado e ter bons números. Ao mesmo tempo, ela também tem que passar por etapas diversas até ter o produto final pronto.

Planejamento, discussões, pesquisas, brainstorms… muito acontece até chegar no primeiro rascunho do produto. O protótipo, se é que vai dar tempo de testá-lo dessa forma, vai demorar ainda mais. Se você é como eu e já desanimou só de imaginar tantas etapas, cheias de reuniões e sensação de tempo perdido, não se preocupe. A técnica de Design Sprint existe justamente para acabar com isso.

Design Sprint: o que é?

O Design Sprint é um processo de design que busca, de forma super rápida, a resolução de questões de negócios. Desenvolvido pelo Google, o método existe para trazer soluções através de design, prototipagem e teste de ideias, sempre ouvindo também o usuário ou consumidor final.

A metodologia é rápida pois dura exatos cinco dias. Cada dia do processo é voltado para uma etapa específica, com atividades próprias. Ao fim do dia, não vale mais voltar no que foi decidido naquela sessão e deve-se seguir em frente até o final, onde será apresentada a solução.

E para que serve?

Além disso, o Design Sprint ajuda a testar e validar ideias. De forma rápida, ele valida hipóteses através de protótipos e permite uma visão antecipada do que será feito. Já com o protótipo, pense se vale mesmo a pena seguir com ele? Algum ponto negativo mais grave foi identificado durante sua criação? Vale mesmo a pena investir tempo e dinheiro para colocar essa solução no mercado?

Com essa forma de resolver problema, o Design Sprint é altamente recomendado para:

  • Startups ou pequenas empresas em fase de validação de novos produtos;
  • Projetos internos que precisam ser viabilizados e aprovados;
  • Ideias em geral que precisam ser amadurecidas antes de que qualquer atitude seja tomada.

Quem participa do Design Sprint

Para colocar o método em prática, primeiro é preciso de um mediador. Alguém que vai facilitar e coordenar as discussões. Além dessa pessoa, participam também um desenvolvedor, alguém que venha de uma realidade técnica para colocar a mão na massa; um designer, pelo menos, para coordenar decisões e passos relativos ao processo; um stakeholder do negócio, ou seja, alguém com poder de decisão – que pode ser o CEO ou um gestor ligado a ele; um gestor de produto ou product owner, que ; e por fim, um usuário do negócio.

Conseguir um usuário, um cliente que conheça o produto ou negócio, pode ser difícil, mas é bastante importante. Essa visão de consumidor e de pessoa de fora é essencial para trazer insights que o próprio time não conseguiria identificar sozinho.

Os consumidores, se não estiverem acessíveis para participar dos cinco dias de imersão do design sprint, também podem participar de outra forma. Uma ideia é realizar uma pesquisa de mercado e ouvi-los antes. Valide, antes mesmo de começar os 5 dias do Design Sprint, o que o consumidor tem a dizer. Pode ser uma pesquisa de satisfação ou uma pesquisa de mercado mais geral que desvende os hábitos e opiniões do público-alvo. O importante é que o consumidor, de uma forma ou de outra, tenha sua voz ouvida no processo.

Aplicando Design Sprint na sua empresa

Como adiantamos no início do texto, o Design Sprint dura cinco dias. Cada um desses dias tem suas próprias tarefas e discussões. Os participantes, porém, participam ativamente de todo o processo.

Dia 1:

Esse será um dia de discussão e troca de conhecimentos. Com participantes tão distintos, todos terão o que apresentar sobre sua própria área, background técnico e opiniões a respeito da ideia que vai ser trabalhada. A atividade principal é conversar e trocar ideias para ajudar a avançar no processo.

Dia 2:

No segundo dia já é hora de escrever, explorar e divergir. Começamos a pensar especificamente nas personas do negócio, nas ideias voltadas a elas e em como cada um acha que elas podem ser pensadas a fim de resolver as dores dos clientes.

Dia 3:

Chegando aqui, o time terá uma série de soluções pensadas para resolver a questão inicial. Como não é possível avançar para prototipar todas elas, é hora de filtrar. O time dialoga, discute e escolhe a melhor ideia para a situação. Ainda hoje, deve ser criado um storyboard que trace a jornada do cliente, o caminho que ele vai percorrer junto ao negócio proposto.

Dia 4:

Hoje é o dia do protótipo. Se a ideia era reformular o site da empresa, é hora de desenhar as telas. Se era lançar uma nova embalagem, ela ganhará forma hoje. Esse protótipo será criado, testado e ficará pronto para o dia final.

Dia 5:

No primeiro dia, uma solução era necessária. Hoje, ela vai estar na sua mão. No quinto e último dia, fica a apresentação e discussão do protótipo final. Também é importante, nessa reta final, validar o produto final com usuários e discutir quaisquer pontos de melhoria para quando ele realmente ganhar o mercado.

Design sprint + pesquisa de mercado = como um ajuda o outro

Além de ajudar no processo de validar a opinião do cliente antes mesmo do início do Design Sprint, a pesquisa ajuda em outro ponto importante. Depois de chegar a um protótipo, pense também em validá-lo. Volte a considerar o público-alvo e considere testar com ele aspectos que não foram cobertos pelo Design Sprint. Preços, embalagens, conceitos, tudo pode e deve ser testado diretamente com seu público. E quando estiver pronto para ouvir quem mais importa, o seu consumidor, já sabe: pode contar com a gente para chegar lá.

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AUTOR
Pedro D'Angelo

Pedro D'Angelo

É jornalista, mas decidiu aventurar-se com Marketing. Aqui no Opinion Box, cuida de Projetos e Relacionamento com o Cliente. Hiperativo e curioso por natureza, fala sobre qualquer assunto. Por isso, achou uma boa ideia sentar para escrever sobre eles.

Daniela Schermann
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