As qualificações profissionais que a Transformação Digital exige

Tiago Magnus (Autor convidado)
As qualificações profissionais que a Transformação Digital exige

Quando falamos em transformação digital, é comum fazermos a associação imediata à Inteligência Artificial e seus recursos inovadores, capazes de automatizar processos e de executar demandas de diferentes complexidade com a mesma competência – e até com maior precisão – do que seres humanos desempenhando a mesma função.

Pensando unicamente nesse sentido, as perspectivas de avanço de tecnologia podem parecer assustadoras, principalmente quando embasadas em projeções fictícias como aquela representada na – excelente – série do Netflix,  Black Mirror.

Em Black Mirror, gadgets e dispositivos inteligentes aparecem como elementos transformadores e, por vezes, devastadores, na vida da pessoas.

Embora seja muito difícil prever a real influência de tecnologia nas relações sociais e  um contexto futurístico ainda distante, a realidade e o caminho para o qual estamos nos direcionando é muito menos temerosa no ambiente profissional. Sobretudo quando pensada sob a ótica de um processo holístico no qual mercado, empresas e pessoas irão se beneficiar.

Nesse sentido, o processo de Transformação Digital é algo muito mais amplo do que a substituição de pessoas por máquinas no âmbito do trabalho.

A transformação digital é sobre pessoas

É fato que empresas como a Amazon, Google e IBM já estão utilizando Inteligência Artificial para otimizar processos e reduzir gastos com recursos, além de economizar tempo e priorizar investimentos em áreas como inovação e gestão de pessoas.

Mas se de um lado o processo da Transformação Digital inclui a substituição do envolvimento humano em tarefas repetitivas, de outro ele prioriza aquelas em que há uma exigência maior de esforço intelectual ou emocional. Isso confirma o propósito de sua existência e o core de toda operação: pessoas.

Relação do mercado com a economia digital

Mas como o mercado está se adaptando à essa realidade? Quais as ações necessárias para uma empresa que deseja ampliar sua visão do negócio para além da tradicional lógica de oferta e procura de um produto?

Para uma startup que acaba de surgir dentro de um cenário e com um planejamento totalmente focado no digital, a gestão do negócio com foco em pessoas é praticamente um caminho natural.

Estas são algumas das diretrizes já implementadas por startups e empresas que cresceram em meio ao boom tecnológico:

  • Diminuição dos níveis hierárquicos
  • Desenvolvimento de lideranças (e não de chefias)
  • Viabilização de integração entre os projetos
  • Compartilhamento de conhecimento

Como é possível observar, a automatização de tarefas via Inteligência Artificial é apenas uma das etapas do processo de Transformação Digital.

Repensar o papel das organizações

Você se lembra do incômodo causado pelo Uber quando surgiu nas principais cidades do mundo? Tradicionais operadoras de táxis não acreditava e tentaram barrar o sucesso da empresa, mas hoje você, provavelmente, sempre que pode, “prefere viajar de Uber”, não é mesmo?

Mas qual o motivo? Provavelmente o mesmo que fez com que muita gente elogiasse os serviços da Uber quando a empresa começou a operar no Brasil: confortável, os motoristas são educados, é mais barato e “tem até balinhas”.

O que o Uber fez foi colocar o consumidor em primeiro lugar e, para isso, utilizou uma série de recursos que um consumidor leigo provavelmente nem imaginaria, entre data, inteligência artificial e experiência do usuário.

Gestão de pessoas na economia digital

Quando pessoas passam a ser o core de toda a operação, a economia digital exige que você repense o papel da sua organização, o papel dos envolvidos e a forma como você se posiciona e se relaciona com eles.

Esta é mudança deve começar de dentro para fora e, portanto, partir dos próprios gestores para o restante da corporação, até refletir na percepção do consumidor final.

Ao adotar recursos da tecnologia digital em seus processos, empresas garantem a otimização do tempo gasto em tarefas cotidianas e podem dedicar-se ao desenvolvimento de estratégias internas para o  desenvolvimento de pessoas e de lideranças. Importante lembrar que um o caminho para a adaptação digital só estará completo com uma  gestão de pessoas eficiente.

Habilidades do futuro

Além da gestão de pessoas, a transformação digital está sendo impulsionada por tecnologias como nuvem, mobilidade, Big Data e Machine Learning. Os processos estão se tornando mais automatizados, ágeis e intuitivos e a busca por profissionais nessas áreas deve aumentar nos próximos anos.

Algumas habilidades em particular parecem repetir-se entre as empresas nascidas na Era Digital e necessariamente serão adotadas por empresas tradicionais que desejam passar por um processo de transformação:

  • Big Data

A velocidade de processamento de informações exige das empresas um processamento de dados em tempo real. Profissionais capazes de extrair insights desses dados e transformá-los em planos de ação hoje já ocupam lugares de destaque no mundo corporativo.

  • Machine Learning

Mais do que estarem presentes, as empresas do futuro devem antecipar as necessidades de seus clientes. Isso significa que, para manter uma posição sólida de mercado, é necessário investir em recursos até então pouco explorados, mas que dialoguem com necessidades que há 5 anos atrás não existiam, mas com o próprio desenvolvimento tecnológico, tornaram-se corriqueiras.

Se observarmos a curva de evolução dos smartphones, por exemplo, veremos que recursos como comando por voz e personalização de interfaces, antes inexistentes ou pouco utilizados, ganham cada vez mais importância na experiência do usuário.

Esse avanço na configuração dos dispositivos, por sua vez, faz com que empresas de tecnologia também devam se adaptar à evolução das máquinas. Softwares e aplicativos também estão se tornando cada vez mais personalizados e responsivos às exigências dos consumidores.

Para identificar essas exigências, algoritmos fornecem insights valiosos para os profissionais de marketing & desenvolvimento de produto. Ao mesmo tempo, a experiência do usuário com telefones celulares está ficando mais sofisticada.

Com tamanha oferta de recursos analíticos e tecnológicos, não há mais limites quando o assunto é aprimorar a experiência dos usuários através do desenvolvimento das máquinas.

Consequentemente, a expectativa do consumidor por experiências ainda mais relevantes e personalizadas tende a aumentar e as empresas que desejam manter um posicionamento sólido no mercado deverão investir cada vez mais em trazer inteligência a seus dispositivos.

A Transformação Digital está trazendo uma série de mudanças no mercado de trabalho. Tanto novas demandas para empresas, fazendo com que elas inovem para poderem crescer, quanto requerendo novas habilidades para profissionais que desejam se destacar.

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Tiago Magnus (Autor convidado)

Tiago Magnus (Autor convidado)

Tiago Magnus é fundador do portal TransformacaoDigital.com, projeto com objetivo de fomentar, ajudar e educar o mercado em torno do tema Transformação Digital, em parceria com influenciadores e empresas nacionais e internacionais. Além disso, é sócio e CMO da Clint, líder no Brasil em seu nicho de atuação, e investidor das startups Huggy, Advbox, Start Doing e Kuak.

Daniela Schermann
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